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CE também aposta em estrangeiros nas concessões

O dólar valorizado é apontado como um dos fatores que favorecem o maior interesse de empresários do exterior

Escrito por
Armando de Oliveira Lima / Yohanna Pinheiro - Repórteres producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 17:20, em 17 de Maio de 2016)
Legenda: O Acquario Ceará é um dos equipamentos que devem ser concedidos Foto: natinho Rodrigues
Os investidores estrangeiros foram classificados como os mais capazes de serem parceiros do Ceará no pacote de concessões que o Estado está preparando para breve, segundo afirmou o governador Camilo Santana. O momento de incertezas no mercado interno que inibe investimentos pelas empresas brasileiras e o câmbio com dólar valorizado foram apontados pelo chefe do Executivo cearense como oportunidades para as empresas internacionais.

"Nós vamos apresentar esse pacote de possibilidades (as concessões) não só para empreendedores brasileiros, mas também para estrangeiros por conta desse momento bom deles. A ideia é que a gente possa reunir investidores aqui, ou mesmo fora, na Europa, nos Estados Unidos, para apresentar as possibilidade de investimento aqui no Ceará", declarou o governador, ontem, durante coletiva de inauguração da unidade para tratamento de Gás Natural Renovável do Aterro Municipal Oeste de Caucaia.

Camilo revelou, ainda, que um empresário espanhol dos setores de energias renováveis e metalmecânico com o qual esteve na semana passada confirmou o poder econômico que os estrangeiros detêm atualmente e o quanto o Estado pode ganhar com essa estratégia. Previsto para ser lançado neste mês, o pacote de concessões terá o primeiro estudo apresentado ao governador nesta semana, conforme revelou Camilo.

"A empresa vai apresentar o que é viável, quais as condições, e o meu desejo é que a gente possa o mais rápido possível lançar um pacote. Claro que, para isso, nós vamos precisar definir quais são os empreendimentos", ponderou.

Linha Leste ainda parada

O governador também informou que segue aguardando "uma posição do Tribunal de Contas da União (TCU)" sobre o prosseguimento da Linha Leste do Metrô de Fortaleza (Metrofor). "Eu não quero tomar nenhuma atitude que gere qualquer risco para o governo ou para os empreendedores. A informação que eu tenho é que foi (dado um parecer) favorável e nós estamos esperando receber isso oficialmente", adiantou.

Prevista para ser retomada em março deste ano, a obra do Metrofor continua parada porque, de acordo com Camilo, além do relatório do TCU, o governo ainda enfrenta outro problema: o repasse de R$ 1 bilhão em recurso da União e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

"O governo federal está sem dinheiro, e nós estamos propondo ao BNDES, ao Ministério das Cidades, para que a gente possa utilizar, nesse primeiro momento, os recursos do BNDES, para que a obra possa ter velocidade e andar", disse.

Projeto do hub

Para o hub da TAM - o mais disputado empreendimento de aviação civil do País, no qual Fortaleza disputa com Natal e Recife a preferência da empresa -, o governador do Ceará garantiu "estar trabalhando muito, com equipes antenadas para atender todas as demandas da companhia de aviação", e apontou o edital de concessão do Aeroporto Internacional Pinto Martins como mais um elemento que amplia a competitividade da Capital do Estado.

"Nós estamos aguardando, numa expectativa muito grande, o lançamento desse edital, que se encontra no TCU desde novembro do ano passado, e esperamos que neste mês possa sair de lá, para que a Secretaria de Aviação Civil (SAC) possa lançar o edital", afirmou, destacando o hub como um empreendimento que "gera empregos, outros empreendimentos e mexe na economia cearense".

Refinaria e ZPE

Já sobre o mais antigo sonho da indústria do Ceará, a refinaria, Camilo apenas declarou que "tem mantido permanentemente contatos com empresas estrangeiras, empresas chinesas, nessa perspectiva". No entanto, mesmo se dizendo otimista, ele ponderou sobre o preço do petróleo, que segue em baixa e inviabiliza o investimento em uma nova planta de refino. "Eu acho que o momento que nós estamos hoje no mundo e no Brasil em termos de commodities não é muito favorável", avaliou.

O governador revelou que enviou um pedido ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior para que a área prevista para a Premium II seja incorporada à Zona de Processamento de Exportação do Estado (ZPE Ceará). "Estamos constantemente mantendo diálogo com empreendedores, mesmo nesse momento de instabilidade, para manter nosso ritmo de contatos, sempre otimistas de que empreendimentos desse porte, se Deus quiser, ainda virão para o Ceará", finalizou.

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