Aéreas cobram infraestrutura
Para as principais companhias aéreas que operam no Brasil, é preciso que o poder público invista em infraestrutura dos terminais aeroportuários regionais para que o setor possa se desenvolver e receber investimentos de novas operações. Outra demanda apresentada foi a eliminação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o combustível utilizado pelas aeronaves nesses voos.
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A Azul lidera no segmento, tendo herdado rotas da Trip, linha aérea adquirida pela companhia. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) dão conta de que, no ano passado, a empresa operou 29 dos 42 municípios brasileiros que são atendidos apenas por uma companhia aérea, embora a empresa afirme não distinguir como operações exclusivamente regionais.
Questionada se tem a intenção de ampliar sua presença no mercado, a empresa destaca pretender "continuar a crescer adicionando novos destinos à malha, conectando as cidades já servidas com novos voos sem escalas, aumentando a frequência nos mercados já existentes e usando aeronaves maiores em mercados que foram desenvolvidos ao longo dos anos". A empresa irá operar rotas de Campinas e Recife a Jericoacoara.
A companhia ainda diz pretender selecionar novos destinos, focando em cidades onde acredita haver maiores oportunidades para crescimento. "As aeronaves ATR configuram vantagem competitiva para a companhia entrar em novas cidades e acessar a demanda não atendida, já que essas aeronaves têm apenas 70 lugares e precisam de menos passageiros para que o voo seja lucrativo".
A Gol, por sua vez, está presente em 18 aeroportos regionais, inclusive no de Juazeiro do Norte. Segundo Alberto Fajerman, diretor de Relações Institucionais da empresa, a empresa ampliou a sua atuação no mercado regional em janeiro com início da parceria com a Passaredo, comercializando voos para mais nove destinos regionais no País.
O diretor diz que a Gol avalia constantemente possíveis bases no interior, tendo um levantamento de cidades com potencial para iniciar operação, sendo necessário ajustes ou reparos para que os terminais estejam aptos para receber os voos. Ele acrescenta que a companhia avalia a opção de novas parcerias com companhias aéreas de menor porte para aumentar os destinos regionais, bem como expandir a atuação com a Passaredo.
"A Gol acredita que para impulsionar a aviação regional, é preciso haver investimento de infraestrutura nos aeroportos regionais, bem como incentivos econômicos como, por exemplo, eliminação do ICMS sobre combustível. Desta maneira, a companhia consegue avaliar novas oportunidades para atuar seja com operação própria ou por meio de empresas parceiras", destaca Fajerman.
Investimentos
A Latam participa da aviação regional operando com aeronaves próprias em 14 aeroportos regionais dos estados de São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Bahia, Maranhão e Minas Gerais. "Para expandir sua atuação nesta área, a companhia entende que é preciso haver infraestrutura adequada a preços competitivos para impulsionar o investimento de novas operações nas cidades médias brasileiras", informa a empresa em nota.
Já a Avianca opera em quatro destinos regionais, entre os quais Juazeiro do Norte. A empresa também atua em Chapecó (SC); Ilhéus (BA); e em Petrolina (PE). "A Avianca Brasil defende e apoia projetos de estímulo à aviação regional, pois acredita que esse segmento do setor aéreo é fundamental para o desenvolvimento do País", apontou em nota, destacando ter mantido projeto de crescimento na oferta em 2016. (YP)