Mãe de Jair Bolsonaro recebe 2ª dose da vacina CoronaVac, contra Covid-19

Idosa recebeu reforço do imunizante 24 dias depois de receber a primeira dose, em 12 de fevereiro. Presidente disse à época que vacina aplicada era a de Oxford

Mãe do presidente Jair Bolsonaro, Olinda
Legenda: Olinda recebeu a primeira dose do imunizante no dia 12 de fevereiro, segundo o cartão de vacinação dela.
Foto: Erik Moura/Divulgação/Prefeitura de Eldorado

A mãe do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Olinda Bunturi Bolsonaro, de 93 anos, recebeu, nesta segunda-feira (8), a segunda dose da vacina CoronaVac, contra Covid-19. A  imunização ocorreu na própria casa da idosa, residente do município de Eldorado, no interior de São Paulo. As informações são do portal UOL.

Olinda recebeu a primeira dose do imunizante no dia 12 de fevereiro, segundo o cartão de vacinação dela. Nesta segunda, 24 dias depois, ela recebeu o reforço, por volta das 10h30. A informação foi confirmada em coletiva pelo governador de São Paulo, João Doria. "A senhora está salva com vacina do Butantan. A senhora deu um exemplo de amor à vida", disse o gestor estadual.

Problema com a vacina

O presidente Bolsonaro, em transmissão ao vivo nas redes sociais no dia 18 de fevereiro, mostrou o cartão da mãe, Olinda, afirmando que ela teria recebido a vacina de Oxford/AstraZeneca, fornecida pela Fiocruz. Ele disse que, apesar de constar que a mãe recebeu a dose de CoronaVac, a informação seria falsa.

Na transmissão, ele chega a dizer que o enfermeiro que aplicou a vacina na idosa voltou à casa dela, rasgou o comprovante no qual constava que a dose seria a de Oxford e entregou outro com o Instituto Butantan como fabricante. ''Tá' aqui. Ela foi vacinada e o cara [profissional de saúde que aplicou o imunizante] foi embora. Horas depois ele volta apavorado, chamou a pessoa que acompanha minha mãe, pegou o cartão de vacina e rasgou. Daí entrega para minha mãe um cartão escrito vacina do Butantan", afirmou à época.

Bolsonaro já disse publicamente que não compraria doses da CoronaVac e desautorizou o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, a comprar o imunizante. Na ocasião, ele classificou a CoronaVac como "vacina chinesa de João Doria" e disse que o povo brasileiro não seria "cobaia de ninguém".

Conforme informações do cartão de vacinação de Olinda, o número do comprovante da dose aplicada é compatível ao de um lote com a vacina do Instituto Butantan. Até o momento, 74 idosos receberam as duas doses na vacina no município paulista.

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