Cientistas escolhem nome 'Nu' para a nova variante do coronavírus; mas OMS oficializa 'Ômicron'

Nova cepa do vírus causador da Covid-19 foi descoberta na África do Sul

Célula humana (em rosa) sendo infectada pelo novo coronavírus (em amarelo)
Legenda: Letra grega é pronunciada como "niu"
Foto: NIAID

A nova variante do coronavírus encontrada na África do Sul foi inicialmente chamada de Nu, a 13ª letra do alfabeto grego. O conjunto de símbolos tem sido adotado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para nomear as cepas do vírus que precisam de monitoramento.

Entretanto, na tarde desta sexta-feira (26), a OMS definiu que o nome da variante seria Ômicron, a 15ª letra do alfabeto grego.

O nome anterior foi apontado por especialistas internacionais devido à lógica do alfabeto grego, conforme o jornal O Globo.

Até o momento, a nova cepa tem 100 casos confirmados na África do Sul. Casos em viajantes já foram registrados na Bélgica, em Israel e Hong Kong.

A OMS já identificou quatro variantes "de preocupação", Alfa, Beta, Gama e Delta. Entre as variantes "de interesse", estão a Lambda, identificada no Peru no fim de 2020, e Mu, registrada na Colômbia em janeiro deste ano.

Restrições contra viajantes

Nesta sexta-feira (26), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou que o Brasil restringisse a entrada de viajantes e voos de seis países da África devido à nova variante.

Em nota técnica, a agência indicou que medidas mais rígidas fossem tomadas em relação aos países África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue.

O texto também orienta que viajantes brasileiros e seus acompanhantes legais façam quarentena após desembarque no País caso tenham vindo ou passado pelos países africanos alvos da medida.

Exigência de vacinação

A Anvisa publicou também, nessa quinta-feira (25), notas técnicas orientando que o Brasil adote exigência de comprovante de vacinação completa para ingresso no País. O procedimento deve ser obrigatório para entrada por vias terrestres e aéreas.

De acordo com as recomendações da instituição, os viajantes devem concluir o esquema vacinal contra o coronavírus ao menos 14 dias antes de entrar em solo brasileiro.

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