Locadoras de veículos, postos de combustíveis e 15 pessoas são alvos de operação do MPCE

Organização criminosa utiliza empresas e cooperativas para cometer as fraudes em municípios do Ceará, diz MPCE

operação do mpce
Legenda: Alvos do MPCE são pessoas físicas e jurídicas
Foto: José Leomar

O Ministério Público do Ceará (MPCE) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (23), a Operação Closing, que cumpre 23 mandados de busca e apreensão em Fortaleza, Caucaia e Maracanaú contra suspeitos de aplicar fraudes em licitações e desviar dinheiro público em "diversos municípios" do Estado. 

Segundo o órgão, 15 pessoas, seis empresas (três postos de combustíveis e duas locadoras de veículos; a outra não teve o segmento em que atua divulgado), e duas cooperativas são alvos dos mandados expedidos pela Vara de Delitos de Organizações Criminosas. 

Entre eles, estão, um ex-diretor e o atual presidente de uma cooperativa, que teria recebido "milhões de reais dos cofres públicos". Estes dois são apontados como “laranjas” dos líderes. Também estão na mira da operação outros “laranjas”, que registraram postos de combustíveis, locadoras de veículos e automóveis em seus nomes, além de um ex-secretário de Saúde de um município do Ceará.

"Para o cometimento dos crimes, a organização criminosa utiliza-se de empresas e cooperativas para fraudar licitações, mediante corrupção de servidores públicos, e, por meio dessas empresas, são desviados milhões de reais dos cofres públicos", apontou o MPCE. 

O órgão antecipou que o dinheiro do grupo era "branqueado", isto é, aplicado na constituição ou aquisição de empresas (postos de combustíveis e locadoras de veículos).

Além disso, os valores arrecadados com os crimes serviam para compra de veículos, sendo que os bens são registrados em nomes de parentes e amigos dos líderes da organização, "para tentar desvincular a origem ilícita dos mesmos". 

Fim das investigações

Ainda de acordo com o Ministério Público, durante as primeiras fases da operação, "pessoas influentes" solicitaram o encerramento das investigações, ou seja, que fossem arquivadas sem responsabilização. Isso, além de não acontecer, serviu para o que o órgão desse o nome da operação de "Closing". 

"O nome da operação (Closing, do inglês “encerramento”) se deve ao fato de pessoas que se acham “importantes” ou “influentes” terem comparecido ao Ministério Público e “solicitado” que as investigações fossem encerradas, leia-se: arquivadas sem responsabilização. De certa forma, o pedido foi atendido, pois encerra-se essa fase da investigação, mas, claro, com resultado diferente do que “eles” almejavam", diz o MP em nota. 

Operação Veniet

A Operação Closing, que em português significa encerramento, é um desdobramento de uma ofensiva do MPCE executada em 12 de dezembro de 2018. À época, a Operação Veniet chegou ao nome de 27 réus que foram denunciados por organização criminosa, peculato, fraude licitatória, lavagem de dinheiro e associação criminosa em Limoeiro do Norte.

"Descobriu-se a existência de uma outra organização criminosa, atuando em outra frente, utilizando-se de outras empresas e cooperativas para corromper servidores, fraudar licitações e desviar dinheiro público, com seus integrantes “lavando” o dinheiro sujo com a constituição ou aquisição de empresas e veículos, e os registrando em nome de terceiros", complementou o MPCE em nota nesta quinta-feira (23).

 

 

 

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