Brasil corre risco de se tornar epicentro da pandemia, lamenta governador de SP

João Doria, que comanda o estado campeão de casos e mortes pela Covid-19, critica presidente Bolsonaro

Legenda: Governador do estado mais atingido pela Covid-19, João Dória, compara Bolsonaro a ditadores que se opõem ao isolamento social
Foto: Foto: Agência Brasil

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que "o Brasil, infelizmente, corre o risco de se tornar o novo epicentro mundial do coronavírus". Segundo Doria, "o vírus está se espalhando rapidamente para cidades menores em todo o País e, em São Paulo, o vírus também se expandiu, segundo dados do Comitê de Saúde, para o interior e o litoral".

Em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, Doria afirmou que "tem visto manifestações políticas inadequadas" e que o momento não é de "misturar eleição, partido e ideologias" nem de "fazer comício em cemitérios". Doria não mencionou a participação do presidente da República em ato de protesto no domingo contra o Supremo Tribunal Federal e o Congresso. Segundo Doria, "a politização da pandemia custa caro e custa vidas".

O governador de São Paulo elogiou o ministro da Saúde, Nelson Teich, após visita da pasta à cidade de Manaus. De acordo com Doria, "o ministro teve a coragem de ir a Manaus para ver de perto o colapso da Saúde no Estado do Amazonas". Doria também parabenizou Teich pela "decisão acertada" de não afastar o isolamento social.

Bolsonaro

Doria acusou o presidente Jair Bolsonaro de dar um "péssimo exemplo aos brasileiros" no combate ao novo coronavírus.

Ao comentar os números de isolamento social, Doria afirmou: "O que tem estimulado lamentavelmente o relaxamento das pessoas é a conduta errática do presidente que, dando maus exemplos, todos os finais de semana sai para fazer passeios na Esplanada dos Ministérios ou em cidades satélites de Brasília".

Em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, Doria disse que, no mundo, além do presidente Bolsonaro, apenas dois ditadores, o da Bielorússia, Aleksandr Lukashenko, e da Nicarágua, Daniel Ortega, são contra o isolamento social.


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