O que a pesquisa Quaest diz a Ciro e Elmano além do placar
Há vantagens e desafios que terão de ser explorados nos últimos 30 dias de campanha
A pesquisa Quaest divulgada nesta sexta-feira (4) traz, além do placar de 45% a 34% a favor de Ciro Gomes (PSDB), recados importantes sobre a corrida ao Governo do Estado, um cenário que sugere segundo turno antecipado, com apenas dois candidatos competitivos.
O primeiro, para Ciro Gomes, é a solidez da liderança: a vantagem de 11 pontos está fora da margem de erro e se repete no segundo turno, 49% a 36%. Mais do que isso, Ciro é o candidato mais conhecido do estado, pois apenas 6% não sabem quem ele é. E, ainda assim, o menos rejeitado: 35%, contra 42% do governador.
O segundo: Ciro lidera com folga entre os independentes, maior grupo do eleitorado cearense (38%), por 53% a 18%. Na direita, Ciro parece consolidado na preferência.
O terceiro, que depõe a favor do candidato tucano, é a avaliação da população sobre a segurança, pauta preferencial de Ciro até aqui. A violência é apontada como o maior problema do estado por 54%, muito à frente da saúde, com 15%. Naturalmente, é um incômodo para quem está sentado na cadeira de governador.
As notícias para Elmano
Faltando 30 dias para a eleição, o governador Elmano sabe que terá uma montanha a escalar, mas conta com ferramentas mostradas pela Quaest. A primeira é o voto fiel: 75% dos seus eleitores dizem que a escolha é definitiva, contra 64% dos de Ciro. Na prática, cerca de 15 pontos do eleitorado do ex-ministro admitem mudar, quase o dobro do que Elmano tem em risco.
Outro aspecto é a intenção de voto espontânea. Nela, 53% ainda estão indecisos e os dois aparecem tecnicamente empatados. A campanha governista se apega a isso para demonstrar competitividade e pode ganhar terreno neste campo.
O terceiro ponto é a reserva de votos considerada "lulista". Lula tem 51% no Ceará e aprovação de 60%, patamar acima do nacional. Elmano fica com 69% dos eleitores que se declaram lulistas, mas Ciro ainda leva 22% deles. Detalhe: 41% dos cearenses não sabem quem o presidente apoia. A campanha petista tem essa máxima como mantra. A partir da exposição da parceria nas ruas, na internet e no rádio e na TV, pode haver mudança nos percentuais.
Observações: troquei "de Ciro Gomes" por "para Ciro Gomes" no primeiro recado, para alinhar com o "para Elmano" do intertítulo; eliminei o "terá... terá" repetido; e as aspas simples viraram duplas, padrão de redação. O "Governo do Estado" com maiúsculas está correto como instituição; "problema do estado", em minúscula, também.