Ex-assessor de Trump envolvido em trama russa se declara inocente

Stone, de 66 anos, é acusado de mentir ao Congresso, de intimidar testemunhas e de obstrução em relação aos seus contatos com o WikiLeaks

Roger Stone, ex-assessor do presidente americano Donald Trump, declarou nesta terça-feira (29) sua inocência no âmbito da investigação sobre o conluio da equipe de campanha do bilionário com a Rússia nas eleições de 2016.

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Stone, de 66 anos, é acusado de mentir ao Congresso, de intimidar testemunhas e de obstrução em relação aos seus contatos com o WikiLeaks, organização que publicou e-mails particulares hackeados da adversária democrata de Trump nas eleições, Hillary Clinton. 

O assessor republicano, que se orgulha de sua reputação de manipulador político, declarou ser inocente em uma audiência em um tribunal federal em Washington, onde deverá comparecer para uma nova sessão na sexta-feira. 

Na sexta-feira passada, chegou a ser preso por agentes do FBI em sua residência na Flórida. Depois da sua detenção, disse ser vítima de uma "investigação com motivação política" e insistiu que não testemunhará contra Trump.

"Sou um de seus amigos mais antigos, sou um fervoroso partidário do presidente, acho que está fazendo um ótimo trabalho", afirmou.

Stone é o sexto membro da campanha de Trump envolvido nas investigações do procurador especial Robert Mueller, que analisa a interferência russa na eleição de 2016.

Trump sempre negou qualquer envolvimento com Moscou e assegura que a investigação de Mueller, ex-diretor do FBI, não passa de uma "caça às bruxas".

Nesta terça-feira, o assessor foi recebido em frente ao tribunal por manifestantes que gritavam "Prendam-no!", uma referência ao slogan "Prendam-na!" criado por apoiadores de Trump durante a campanha eleitoral contra Hillary. Um dos presentes agitava uma bandeira russa e outro segurava um cartaz que diz "traidor sujo".

No local também havia alguns partidários do assessor políticos, entre os quais lia-se um cartaz que dizia "Roger Stone não fez nada de ruim".

Stone, que começou a sua carreira como assistente de campanha de Richard Nixon, trabalhou durante décadas em campanhas políticas.

Seus vínculos com Trump remontam a 1979 e foi um dos primeiros a se juntar ao magnata imobiliário quando, em 2015, anunciou a intenção de se candidatar.


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