Torcedor não perde jogos da Seleção Brasileira há mais de 30 anos, seja no estádio ou pela TV

Fernando Maymone viveu situações inusitados e mostra sua expectativa para a Copa do Mundo de 2026

Escrito por
Liuê Góis liue.ribeiro@svm.com.br

O pernambucano Fernando Maymone tem uma rotina incomum quando o assunto é futebol. Desde 1995, ele acompanha todos os jogos da Seleção Brasileira, esteja onde estiver. Seja no estádio ou pela televisão, o torcedor sempre encontra uma maneira de não perder nenhuma partida da equipe canarinho.

A última vez que o Brasil entrou em campo sem o seu olhar foi na final da Copa América de 1995. Em 23 de julho, o selecionado brasileiro empatou em 1 a 1 com o Uruguai e acabou derrotado nos pênaltis por 5 a 3, no Estádio Centenário, em Montevidéu.

Desde então, ele não perdeu mais nenhum confronto. No currículo de torcedor, já acompanhou momentos marcantes, como o título mundial de 2002 e o vice de 1998, além de ter viajado para ver Copas do Mundo de perto.

Início da paixão pela amarelinha

Fernando tem 45 anos, nasceu em Recife e mora em Fortaleza desde 2011. A paixão pela Seleção começou ainda jovem, em um momento turbulento da equipe nas Eliminatórias.

“O Brasil vinha sendo vaiado, tinha perdido para a Bolívia na altitude, empatado com o Equador no Morumbi. Aí foi jogar em Recife. Eu estava lá e vi a cidade enlouquecer completamente. A vitória por 6 a 0 me marcou demais. Foi ali que eu fiquei completamente encantado pela Seleção.” explicou Maymone

A partida citada foi, para muitos, a virada de chave para a conquista do tetra no ano seguinte, nos Estados Unidos. No Estádio Arruda, com mais de 95 mil torcedores, o Brasil não tomou conhecimento dos bolivianos e marcou os seis gols com Bebeto (2x), Raí, Müller, Branco e Ricardo Gomes.

O último jogo perdido

Por uma viagem, ele deixou de acompanhar a final da Copa América de 1995. Desde então, ele conta com essa data como o último jogo que não teve a sua audiência. Não perdeu mais nenhum compromisso brasileiro, seja presencialmente ou de forma remota.

“Eu fui pra uma excursão da Disney, presente da minha avó. E o Brasil estava jogando a Copa América. Pedi pro guia pra ficar no hotel e assistir ao jogo, não queria ir pro parque naquele dia. Mas, por questão de segurança, eles não deixaram. Então sempre conto que esse foi o último jogo que eu perdi da Seleção Brasileira. Depois disso, nunca mais deixei passar nenhum”, afirmou o torcedor

A maior loucura

O compromisso com a Seleção já levou Fernando a situações inusitadas. Em 2016, durante a Copa América, enquanto estava em um veleiro no meio do oceano, Fernando agiu para não perder a última partida da equipe treinada por Dunga no torneio. A vida da Seleção Brasileira não estava fácil, e o time precisava ao menos empatar com o Peru para não protagonizar um vexame ao ser eliminado na fase de grupos.

“Eu estava no meio do nada, nas Ilhas Turcas e Caicos, nas Bahamas, e vi um ponto de internet, paguei caríssimo para não perdeu o jogo contra o Perú. O Brasil perdeu de 1 a 0 e foi eliminado pela primeira vez da fase de grupos de uma Copa América” destacou o pernambucano

Copas do Mundo in loco

Após a Copa de 2006, Maymone fez uma vaquinha ao lado de amigos para acompanhar a Copa de 2010, na África do Sul. Essa foi a maior viagem para acompanhar a Seleção, ao lado de outro percurso que ele fez para a Noruega. Ele viu toda a participação no Mundial, com a eliminação para a Holanda nas quartas de final.

Em 2014, foi mais uma Copa que teve o seu acompanhamento. Em todos os jogos do Brasil, ele esteve presente, até o fatídico 7 a 1 para a Alemanha, no Mineirão, em Belo Horizonte.

Expectativa para a próxima Copa

A próxima Copa do Mundo acontece nos Estados Unidos, México e Canadá e terá início no dia 11 de junho. O Brasil não vence a competição há 24 anos e entra no Grupo C, ao lado de Marrocos, Haiti e Escócia.

“Para essa Copa de 26, acho que é a Copa em que eu tenho estado mais desanimado com o Brasil, sabe? O fato de Neymar não ter se recuperado da lesão dele contra o Uruguai é, para mim, um fator predominante. Acredito que Rafinha e Vini vivem uma fase maravilhosa, mas não têm aquele quê a mais de gênio. E eu acho que o Neymar realmente não está bem. É horrível falar isso! Eu acompanho a carreira do Neymar. Eu morava em São Paulo quando ele surgiu naquela geração do Santos de 2009/2010. Enfim, estou bastante desanimado para essa Copa e acho que os grandes favoritos são a Espanha, se Lamine Yamal vier bem, e a França, se ele não vier". completou Fernando

O primeiro passo brasileiro acontece contra Marrocos no dia 13 de junho, na cidade Nova Jersey, às 19h. A grande final da competição está marcada para o dia 19 de julho, no MetLife Stadium, mesmo palco da estreia da Seleção.

 

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