Retrospectiva 2023: Ceará é tri do Nordeste, mas fica longe do acesso para a Série A
O Vozão fez um bom 1º semestre, com o título regional, mas decepcionou na Série B
A temporada de 2023 do Ceará prometia ser difícil pelo momento de transição vivido no clube após o rebaixamento na Série A no ano anterior. Queda abrupta de receitas, mudança de presidente, trocas nos departamentos no clube, elenco reformulado...
Mas ainda com tanta turbulência e incógnita, o Ceará surpreendeu no início de temporada e fez um 1º semestre bom. Foi vice-campeão cearense, por pouco não evitando o penta do Tricolor no Estadual e sendo campeão do Nordeste.
Mas tudo começou a se complicar quando a Série B começou, com Morínigo sendo demitido após duas derrotas e entre um jogo e outro da decisão contra o Sport. O Ceará acabaria campeão na Ilha do Retiro com Eduardo Barroca comandando o time por apenas um jogo.
As trocas de técnico foram constantes na Série B, em uma campanha marcada por erros de planejamento e um segundo semestre frustrante, com o time longe do acesso e na pálida 11ª colocação.
Entre toda turbulência, elenco sem render o esperado, um jogador fez uma temporada de destaque: o atacante Erick. Em 52 partidas, o atacante marcou 18 gols e deu 13 assistências. Ele foi responsável pelos melhores momentos da temporada alvinegra.
Como foi o Ceará em cada competição
Copa do Nordeste (campeão)
O Ceará começou a Copa do Nordeste perdendo para o Ferroviário por 3 a 0, mas depois embalou na competição sob o comando de Gustavo Morínigo. Foram 4 vitórias e um empate, incluindo uma vitória diante do Fortaleza por 2 a 0 no Castelão.
O Vovô, já classificado com a sequência, perdeu para o Vitória por 2 a 0 no Barradão com um time reserva, até embalar no mata-mata. Eliminou o Sergipe no Castelão por 3 a 1 nas quartas, e o Fortaleza na semifinal em uma eletrizante vitória por 3 a 2.
Na decisão contra o Sport, venceu no Castelão lotado por 2 a 1, e precisava apenas de um empate para conquistar o título.
Mas antes do jogo final, a diretoria surpreendentemente demitiu o técnico Morínigo, devido ao começo ruim de Série B.
No jogo de volta, já com o técnico Eduardo Barroca, o Vovô perdeu por 1 a 0 na Ilha e se sagrou campeão nos pênaltis.
Campeonato Cearense
Paralelamente a disputa da Copa do Nordeste, o Ceará fez um Estadual também competitivo com Gustavo Morínigo no comando. Encerrou a 1ª Fase invicto, destaque para mais uma vitória diante do Fortaleza, desta vez por 2 a 1 no PV. Nas semifinais bateu o Iguatu - algoz do ano anterior - empatando na ida (1x1) e vencendo na volta (2x0).
Na decisão contra o Fortaleza, perdeu o jogo de ida por 2 a 1, e na volta, chegou a estar vencendo por 2 a 0, mas permitiu o empate e a conquista o pentacampeonato do rival.
Copa do Brasil
A campanha do Ceará - também com Gustavo Morínigo - na Copa do Brasil foi breve. Na 1ª Fase, venceu a Caldense em jogo único fora de casa por 3 a 0, mas na 2ª Fase, após empatar em 1 a 1 no tempo normal com o Ituano, em jogo único em Itu, foi eliminado nas penalidades (4x2).
Série B do Brasileiro
Sem dúvida a Série B foi a grande decepção da temporada. Não é exagero dizer que a campanha desde o início foi turbulento. Primeiro, ao jogar de portões fechados por uma punição ainda vinda da queda da Série A. E em seguida, com apenas duas rodadas, demitiu o técnico Morínigo, após derrotas para Ituano e Guarani.
A partir daí, o Vovô foi treinado por Eduardo Barroca, Guto Ferreira e Vágner Mancini, sem entrar no G4 em nenhum momento da competição. A equipe passou a Série B na zona intermediária e viu suas chances matemáticas de acesso acabarem na 31ª rodada. Cumprindo tabela nas rodadas finais, encerrou na melancólica 11ª colocação com 50 pontos, posição em que que mais figurou na frustrante campanha.