Retorno do futebol não é incluído na fase 3 do plano de retomada

Clubes e Federação Cearense de Futebol haviam tentado antecipar volta das partidas para a 3ª fase do plano estadual. Governador Camilo Santana disse ao Diário do Nordeste que "não há possibilidade" de volta antes de 20 de julho

A volta dos jogos de futebol antes da Fase 4 do Plano de Retomada Responsável das Atividades Econômicas do Estado foi praticamente descartada. No anúncio feito pelo Governo, ontem, o esporte não foi incluído entre as atividades aptas a operarem na 3ª fase da retomada. Apenas atividades físicas individuais em espaços públicos foram liberadas na cidade de Fortaleza.

Em entrevista exclusiva ao Diário do Nordeste, o governador Camilo Santana afirmou que as partidas de futebol não devem voltar antes de 20 de julho, data que inicia a Fase 4 do Plano de Retomada. "Não há possibilidade. Está previsto para a última fase. Vamos avaliar até a última fase como vai se comportar até lá...", afirmou.

A decisão não agradou Marcelo Paz e Robinson de Castro, presidentes do Fortaleza e do Ceará, respectivamente. Os clubes treinam em campo desde o dia 1º de junho sob rigoroso protocolo de segurança sanitária, enquanto aguardam o retorno do Campeonato Cearense. Os representantes cearenses na Série A do Campeonato Brasileiro questionaram a proibição da volta do futebol neste momento.

"Quantas atividades com aglomeração nas ruas, e um jogo de futebol que dura duas horas, com 200 pessoas testadas, em um ambiente enorme, não pode. Mas a gente respeita as decisões. Não vamos jamais feri-las, mas eu não concordo. Cabe a nós tentar adaptar", falou à reportagem Marcelo Paz, que também reclamou em suas redes sociais.

Robinson de Castro usou as redes sociais para contestar a falta de inclusão do futebol nesta fase de retomada, argumentando que a Arena Castelão receberia uma quantidade menor de pessoas testadas para a Covid-19 em um espaço bem maior que uma loja, por exemplo.

"Milhares de pessoas circulando nas lojas do Centro da cidade e nos shoppings. Nenhuma dessas pessoas foram testadas e não obedecem a qualquer protocolo. Somos impedidos de realizar uma partida de futebol com a presença de apenas 200 pessoas testadas e treinadas para seguir um rígido protocolo de conduta, em uma área com capacidade para receber 60 mil pessoas", reclamou o presidente do Vovô, que disse ter tentado se reunir com Camilo Santana para discutir a situação, mas que não obteve resposta.

Em nota à reportagem, a Federação Cearense de Futebol (FCF) se limitou a dizer que segue as decisões do Governo do Estado sobre o retorno do futebol. "Trabalhamos de acordo com a liberação do Governo do Estado", diz a nota da Federação. E que não cogita, no momento, levar jogos para fora do Estado, como já citaram Ceará e Fortaleza.

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