Reinaldo Aleluia conta as suas histórias de amor ao Ceará

Atacante responsável por título marcante no estadual de 2006 declara-se ao Vovô e revela proposta do Fortaleza, que negou para seguir no Alvinegro

O futebol é movido por histórias, conquistas e, o mais importante, o elo de ligação formado com o clube. Compartilhar glórias é o auge, mas vivenciar e passar pelas maiores crises vestindo a camisa com devoção é o maior laço que pode ser criado entre o clube e o jogador. O atacante Reinaldo Aleluia vivenciou isso com a camisa do Ceará nos momentos de maior dificuldade, financeira e de resultados dentro de campo.

"O Ceará, por toda minha vida e por toda a minha história, pela dificuldade que vivia o clube, foi algo imensamente feliz. Eu vivi a instituição e hoje, posso dizer, para quem foi para ficar apenas seis meses, hoje, sou torcedor", declara-se Aleluia.

Mas a ligação atrai outros personagens que vivenciaram este momento com Aleluia, pelo mesmo sentimento, empenho e, principalmente, fidelidade ao clube. O ex-atacante alvinegro inclui o ídolo Adílson Paredão e Arlindo Maracanã, como os principais pilares e "parceiros" durante o período de permanência dentro do clube.

"Eu sempre esperei que o Ceará iria mudar. Na época, eram muitas promessas e nada de realidade. Eu, Arlindo Maracanã e Adilson, a gente sempre segurava. Muitos jogadores saindo, deixando o clube, quatro meses de salário atrasado, mas a gente sempre persistia em permanecer no Ceará, porque a gente jogava por amor ao Ceará", relembra o ex-atacante alvinegro.

Proposta do rival

Em um desses cenários de dificuldades financeiras do Ceará, Reinaldo Aleluia chegou a receber uma proposta do Fortaleza.

"Na época, eu almocei com Renan Vieira, que era presidente do Fortaleza na época, e com o Sérgio Papelin. A proposta era quatro vezes maior do que eu ganhava no Ceará, mas como eu aprendi a amar o clube, não aceitei", revelou Aleluia.

O título de 2006

Um dos momentos mais difíceis da história do Ceará, principalmente pelo retrospecto de resultados ruins, dificuldade financeira, ocorreu no Campeonato Cearense de 2006.

No estadual daquele ano, o Alvinegro de Porangabuçu sofreu três goleadas marcantes em clássicos, duas do Fortaleza e uma do Ferroviário. Uma humilhação dentro de campo. Ano em que o maior rival jogava Séria A de Campeonato Brasileiro e brigava pelo tetracampeonato estadual.

Reviravolta

Sem favoritismo na final e com grande jogada de Reinaldo Aleluia, que resultou no gol do zagueiro Juninho, o Ceará dava uma reviravolta e encaminhava o título.

"Nós estávamos humilhados com todas as goleadas que sofremos. Decidimos fechar o nosso grupo com Zé Teodoro, conseguimos acreditar. Fizemos uma reunião que foi a grande diferença, na qual falamos abertamente o que achávamos de cada um, olho no olho, na cara. 'Lavamos a roupa suja' e fomos buscar o nosso campeonato naquela reta final, esquecendo a goleada e focando na final".

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