Hamilton critica colegas de Fórmula 1 por silêncio sobre caso George Floyd
O inglês não apoia os saques e protestos violentos que acontecem nos EUA, mas defende uma mudança na educação de base referente aos conceitos de igualdade
Hexacampeão mundial da Fórmula 1, Lewis Hamilton criticou seus colegas de profissão pela omissão sobre o assassinato de George Floyd, nos Estados Unidos. O piloto da Mercedes declarou que esperava manifestações após o ocorrido e afirmou que se sente sozinho diante do silêncio.
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"Eu vejo aqueles de vocês que ficam calados, alguns de vocês são as maiores estrelas, e ainda assim ficam calados no meio dessa injustiça. Nenhum sinal de ninguém na minha indústria, que, é claro, é um esporte dominado por brancos. Eu sou uma das únicas pessoas negras lá e ainda estou sozinho. Pensei que veriam o que aconteceu e que diriam algo sobre isso, mas vocês não podem ficar ao nosso lado. Só sei que sei quem vocês são e eu vejo vocês", escreveu Hamilton em suas redes sociais.
Mais tarde, Hamilton voltou a se manifestar, esclarecendo que não apoia protestos violentos e saques, como os que aconteceram em Minneapolis, nos EUA, mas que incentiva as manifestações pacíficas.
O piloto inglês também fez um apelo sobre a maneira com que as pessoas são educadas sobre minorias e ponderou que ninguém nasce racista, mas que isso é ensinado por pessoas que são admiradas.
"Não estou com aqueles que saqueiam e queimam prédios, mas com aqueles que protestam pacificamente. Não pode haver paz até que nossos chamados líderes façam mudanças. Não é apenas os Estados Unidos, é o Reino Unido, é a Espanha, é a Itália e todo o mundo. A maneira como as minorias são tratadas precisa mudar. Como você educa os do seu país sobre igualdade, racismo, classismo e que somos todos iguais! Não nascemos com racismo e ódio em nossos corações, isto é ensinado por aqueles que admiramos", completou.