Em recesso, Ceará distribui cartilhas para atletas com orientações para recuperação física e mental
Jogadores e comissão técnica se reapresentam no dia 22 de junho
O Ceará encerrou o primeiro semestre com 31 jogos disputados em quatro competições diferentes: Campeonato Cearense, Copa do Nordeste, Copa do Brasil e Brasileirão. Ao todo, já foram 33.400 km em deslocamentos. A pausa para a Copa do Mundo de Clubes será uma oportunidade a mais para o Vovô recuperar e fortalecer o físico e o mental dos atletas, que sofrem com sequência de jogos e deslocamentos. Por isso, o Centro de Saúde e Performance (CESP) vai distribuir cartilhas ao grupo com orientações para o período.
Atletas e comissão técnica entraram em recesso no último dia 10 de junho e só se reapresentam no dia 22 do mesmo mês. Assim, a pausa do calendário de jogos é um momento estratégico para o clube, em especial para trabalhar físico e mental com foco no segundo semestre. Por isso o clube vai uma cartilha de orientações sobre alimentação, sono, hidratação e atividade física leve. O grupo também terá suporte aos profissionais do CESP.
“As pausas permitem que desenvolvam a flexibilidade psicológica, alternando o foco entre a intensidade da vida de atleta e a tranquilidade da vida pessoal. Essa alternância é fundamental para descompressão, redução do estresse e, consequentemente, para o aumento da saúde mental e do bem-estar geral, impactando positivamente o desempenho em campo”, explicou o psicólogo Ricardo Ângelo.
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O mês de março foi o que deixou o grupo mais sobrecarregado, com uma sequência de nove partidas entre os dias 2 e 31. Os dados são do setor de fisiologia do clube, que precisa planejar como deve ser a recuperação, a qualidade do sono e outros fatores que podem afetar diretamente o desempenho dos jogadores em campo. Com isso, o clube conseguiu reduzir em 36% as lesões musculares.
“Do ponto de vista médico, o primeiro semestre apresentou um bom controle no que diz respeito às lesões musculares. Apesar do calendário intenso, conseguimos manter um índice baixo desse tipo de lesão, o que reflete um bom equilíbrio entre carga de treino, recuperação e estratégias preventivas adotadas pelo clube. A maioria das ocorrências clínicas que enfrentamos foi de natureza articular, geralmente relacionadas a traumas — o que é inerente à prática do futebol de alto rendimento, um esporte de contato”, afirmou Joaquim Garcia, médico do clube.
“Considerando a logística de viagem e treinos, otimizamos a nossa rotina para atender todas as demandas que os atletas apresentavam. Incluímos turnos adicionais de tratamento e recuperação, inclusive à noite e em dias de folga”, completou o fisioterapeuta Adolfo Bernardo.