Clássico-Rei tem clima quente na arquibancada e provocações na Arena Castelão

O Ceará venceu o Fortaleza por 3 a 1 neste domingo (1º), pela Série A do Brasileiro

Atletas de Ceará e Fortaleza disputam a bola
Legenda: Ceará e Fortaleza são os representantes cearenses na Série A do Brasileiro de 2021
Foto: Kid Júnior / SVM

As arquibancadas da Arena Castelão estavam vazias mais uma vez neste domingo (1º), mas as torcidas organizadas de Ceará e Fortaleza se fizeram presentes de outros modos no Clássico-Rei. As simbologias da Cearamor e da TUF ecoaram no estádio. E o clima foi quente na Série A do Brasileiro.

Com o mando de campo, os alvinegros preencheram o palco do jogo com faixas, bandeiras e mosaicos. O ambiente era de um som, a trilha sonora também. Então o Fortaleza foi para o jogo com um novo uniforme na temporada: uma blusa em alusão aos 30 anos de fundação da TUF.

Das provocações com o avançar do jogo, principalmente após a virada do Ceará no 2º tempo, o ápice ocorreu no apito final. A vitória foi comemorada ao som de “matador de Leão” e ofensas à torcida rival. Um momento curto, mas que contou com a participação dos presentes.

Depois a imagem foi de seguranças correndo para dentro dos vestiários do estádio. O resto fica no imaginário. A única certeza é de que a atmosfera de rivalidade sempre irá existir.

Jogo falado

No Clássico-Rei, outro aspecto destacado foi a comunicação dentro de campo. Os defensores do Fortaleza, principalmente o zagueiro Titi, pediam muita atenção aos companheiros e conversava sempre com o volante Éderson para ajustar o meio-campo ao lado de Jussa.

Atletas de Ceará e Fortaleza disputam a bola
Legenda: O Clássico-Rei foi marcado por muita disputa física na Arena Castelão
Foto: Kid Júnior / SVM

No Ceará, com uma formação diferente no 1º tempo, os jogadores tiveram muita dificuldade para acertar o posicionamento. Mendoza e Kelvyn discutiam muito, Vina cobrava o sistema ofensivo, enquanto o zagueiro Messias pedia para o adiantar das linhas de marcação.

Das estratégias, o técnico Guto Ferreira queria uma equipe ofensiva: ao menos era o discurso. Por diversas vezes mostrou irritação com passes recuados, além de pedir insistentemente mais profundidade e movimentação do sistema ofensivo.

Festa alvinegra

A diretoria do Fortaleza comemorou primeiro, em gol de Tinga aos 10 do 1º tempo. Dos presentes, o presidente Marcelo Paz vibrou muito com o resultado parcial na Arena Castelão. A festa, no entanto, foi do Ceará após os 90 minutos.

A cada gol, êxtase. “Bora, Vozão” era o grito mais comum. A vibração externou a nítida necessidade do resultado para a gestão alvinegra na 1ª vitória contra o arquirrival em 2021. E a emoção também contagiou o banco de reservas.

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