Taxa extra não ameaça operação de usinas
Após a ameaça de desligamento das térmicas cearenses no final do ano passado, devido à taxa extra na conta de água criada pelo governo por conta da estiagem que afeta o Estado nos últimos cinco anos, a situação hoje parece resolvida. Na ocasião, as empresas EDP e Eneva, donas das duas maiores usinas térmicas a carvão mineral do País, ambas instaladas no Complexto Industrial e Portuário do Pecém (Cipp),alegaram que a cobrança do governo cearense poderia inviabilizar a geração de energia.
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"Nós discutimos que o valor do encargo era muito pesado, muito elevado, que o negócio não conseguiria minimamente se sustentar com aquele valor, e chegamos a um acordo com um encargo razoável", disse Luiz Otávio Henriques. "Algumas vezes são encargos pesados, mas dentro disso foi feita uma política para tirar água de poços e nos abastecer e, assim, não afetar o restante da população. Que é como está sendo feito hoje", afirmou o executivo.
Consumo menor
Segundo revelou Henriques, a EDP também reduziu o volume de água utilizado na geração das usinas entre 20% e 25% e investiu no reaproveitamento de água, utilizando 60% dos efluentes. "Estamos realmente em uma crise hídrica, acredito que nós estamos conseguindo até agora achar um meio termo para todos os lados", ele diz.