Seminário prepara o encontro dos Brics
O evento, realizado na próxima semana, terá representantes do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul
O Governo do Estado do Ceará, o Ministério das Relações Exteriores, a Universidade de Fortaleza (Unifor) e a Fundação Alexandre de Gusmão irão realizar, na próxima terça-feira, o seminário preparatório para a VI Conferência de Cúpula do Brics, que acontecerá, em julho, no Centro de Eventos do Ceará (CEC). A cúpula está prevista para os dias 15 e 16 de julho, mas as datas ainda podem ser alteradas.
O seminário terá as presenças de representantes dos países que compõem o grupo - Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul -, além de acadêmicos e intelectuais ligados à área de relações internacionais. A solenidade de abertura está marcada para as 9h, no auditório da Biblioteca Central da Unifor. Está prevista a presença do governador do Ceará, Cid Gomes.
De acordo com o assessor para assuntos internacionais do Governo do Estado, Hélio Leitão, são esperadas, entre lideranças e comitivas dos cinco países, além de jornalistas, em torno de 4 mil pessoas. Ele destaca que o seminário da próxima semana tem como objetivo "inserir o tema dos Brics na agenda de Fortaleza", fomentando o assunto no meio acadêmico e na sociedade de modo geral.
Visitas
Na véspera do seminário, as comitivas irão visitar o Centro de Eventos do Ceará e a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), onde serão tratadas possíveis parcerias com empresários cearenses.
Esta será a segunda vez que o Brasil sedia o encontro. A primeira foi em Brasília, em 2010. Nos últimos anos, todos os países do Brics sediaram pelo menos uma Cúpula. Os encontros anteriores foram realizados em Ecaterimburgo, na Rússia (2009), Sanya, na China (2011), Nova Délhi, na Índia (2012) e Durban, na África do Sul (2013). Antes contando com apenas quatro países, o grupo passou a contar com a África do Sul em 2011.
Em paridade de poder de compra, o Produto Interno Bruto (PIB) dos Brics supera hoje o da União Europeia. Em 2003 os Brics respondiam por 9% do PIB mundial. Em 2009, esse valor aumentou para 14%, subindo mais uma vez, em 2010, para US$ 11 trilhões, ou 18% da economia mundial. Considerando o PIB pela paridade de poder de compra, esse índice é ainda maior: US$ 19 trilhões, ou 25%.
