Refinaria: projeto será levado à China
Depois da missão oficial à China liderada pelo governador Camilo Santana, em setembro, para negociar a instalação de uma refinaria no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp), o secretário de Assuntos Internacionais do Estado, Antônio Bahlmann deverá retornar ao País asiático em novembro para apresentar o projeto ao Banco de Desenvolvimento da China (CDB), que deverá financiar a refinaria.
"Durante a viagem com o governador, a gente deu um passo extremamente importante, com a confirmação da base empresarial do projeto", disse Bahlmann. "Nós não estamos buscando apenas uma refinaria, estamos trazendo uma base petroquímica muito forte". Segundo o secretário, o investimento na planta de refino de petróleo é da ordem de US$ 4,5 bilhões, enquanto o da petroquímica é de aproximadamente US$ 3 bilhões. A refinaria será feita em parceria coma chinesa Qingdao Xinyutian Chemical.
Mais investimentos
Outro investimento que vem sendo articulado pelo governo é o de uma unidade de regaseificação no Cipp.
Durante a missão à Ásia, o Governo do Estado firmou Memorando de Entendimento (MOU) com a empresa coreana Korea Gas Corporation (Kogas) para a instalação do empreendimento, cujo investimento é de cerca de US$ 400 milhões. Para este empreendimento, Bahlmann diz que a ideia é que a própria Kogas possa viabilizar a parte financeira e adiantou que já há um banco europeu interessado em fazer o financiamento tanto da unidade de regaseificação como na refinaria. "Um grande banco europeu confirmou para nós que está interessado em fazer uma parceria com o banco chinês ou com Exim Bank coreano.
Com a assinatura do MOU, a Kogas decidiu participar junto com a Cegás e com o Grupo Posco E&C e Daewoo do projeto da unidade de regaseificação no Cipp. A previsão é de que o empreendimento tenha uma capacidade total de produção de 12 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, sendo possivelmente desenvolvida em duas fases de 6 milhões de metros cúbicos cada.
Ceará2050
O secretário considera o Projeto Ceará 2050 fundamental para a atração dos investimentos e para o desenvolvimento do Cipp. "Nós precisamos de gás para ter uma garantia de que podemos concretizar o que está previsto no Ceará 2050", disse Bahlmann. "No momento, estamos no estágio de estudo de viabilidade para que, com base nele, a Kogas possa tocar a parte financeira", disse.