Governo planeja criação de 10 parques aquícolas até 2018
Objetivo é atrair mais investimentos para o Estado e, assim, gerar postos formais de trabalho no Ceará
A Secretaria de Agricultura, Pesca e Aquicultura (Seapa) deve lançar ainda neste ano licitação para um parque aquícola na região de Amontada. De acordo com o secretário da Pasta, Euvaldo Bringel, a ideia do governo do Estado é criar, até 2018, pelo menos 10 parques deste tipo no Ceará, podendo o primeiro ser ainda neste ano. "Essa área predeterminada vai servir para a produção de bijupirá e algas marinhas. Este primeiro parque vai ser dividido em quatro áreas vocacionadas para estes dois produtos. Já estamos passando por um processo de consulta e preparação para a licitação e estamos muito otimistas", afirmou.
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O objetivo com os parques aquícolas, segundo o secretário, é atrair investimentos para o Estado e dessa forma gerar empregos em regiões que não têm muito fluxo de embarcação. Bringel também informou que, além deste parque de Amontada, outros estão em fase de licenciamento ambiental. Serão mais dois em Itapipoca, três em Icapuí, dois em Trairi e outros dois em São Gonçalo do Amarante. "O mais adiantado neste momento é o de Amontada, mas até 2018 estaremos lançando mais estes".
Sobre os valores dos investimentos, o secretário disse que, por enquanto, não há previsão. "Vai depender muito do investir esta questão. É uma nova atividade no Ceará e nós esperamos atrair boas oportunidades".
Camarão e lagosta
De acordo com o secretário da Seapa, o Estado tem dois projetos para o desenvolvimento da carcinicultura. "Um deles é a convivência com a mancha branca e o outro é trazer tecnologia para os produtores".
Ele explicou que, com o problema da mancha branca, houve uma intensificação de técnicas para monitorar a questão. "Nós desenvolvemos um sistema no qual acompanhamos a mancha. Temos equipe em Jaguaruana e em Parajuru que faz a coleta de camarão para saber se a mancha branca afeta a produção. Além disso, o Estado tem orientado produtores para as melhores práticas", explicou.
Sobre o acesso a novas tecnologias, Bringel afirmou que o governo estadual tem trabalhado para ampliar técnicas e atrair investidores para produzir o produto no Ceará.
Já em relação à lagosta, o secretário afirmou que, com o projeto Lagosta Viva, o Ceará deverá incrementar as exportações do produto em pelo menos 30% nos próximos dois anos. "Através deste projeto o pescador traz a lagosta inteira e viva para o beneficiamento. Lá ela é beneficiada de acordo com as regras dos compradores. Dessa forma, o produto vai atingir um preço elevado. Três quilos de lagosta viva, ele vai vender por R$ 35 o quilo", explicou. "Além disso, o projeto estimula a legalização e por outro lado agrega valor para o pescador e para a indústria".
Polo moveleiro
Bringel explicou também que há um incentivo para que os produtores cearenses de móveis plantem o mogno africano. "A produção é altamente rentável". Ele disse que está em negociação um programa de financiamento voltado para o mogno. "Estamos em conversa com o Banco do Nordeste e com o Banco do Brasil para ter uma linha de crédito. Devemos lançar isso em breve".