Em setembro

Exportações cearenses somam US$ 182 mi; expansão de 16,6%

De janeiro a setembro, há um déficit de US$ 277,1 mi, mas fluxo do Estado aponta para um futuro superavitário

01:00 · 07.10.2017 por Bruno Cabral - Repórter
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Estados Unidos continua sendo o país que mais recebeu os produtos enviados do Ceará, enquanto a China foi o que mais enviou ( Foto: Helosa Araújo )

Em setembro, as exportações cearenses cresceram 16,69% em relação a agosto, somando US$ 182,5 milhões. Na comparação com setembro de 2016, o avanço foi de 27,93%. No acumulado do ano, o Estado exportou US$ 1,466 bilhão, volume 77,1% superior ao de igual período de 2016, e importou US$ 1,744 bilhão, valor 42,2% inferior ao dos primeiros nove meses de 2016. De janeiro a setembro, a balança comercial cearense acumula um déficit de US$ 277,1 milhões, segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic).

Futuro positivo

Apesar do déficit no ano, o expressivo crescimento das exportações e a significativa redução das importações apontam para uma balança superavitária nos próximos anos, avalia o economista e consultor internacional Alcântara Macêdo. "Hoje, a balança comercial do Ceará está nas mãos do sucesso da CSP (Companhia Siderúrgica do Pecém), e na medida em que ela for se integrando ao mercado internacional os resultados serão cada vez melhores", diz.

Além da siderúrgica, Macêdo diz que os investimentos que o governo estadual busca atrair para a Zona de Processamento de Exportação do Ceará (ZPE Ceará) deverão consolidar os resultados positivos. "O governo tem falado de excelentes negociações para atração de empresas para a ZPE. Então, esses déficits são temporários. Nos próximos anos, o Estado se tornará superavitário de forma consistente".

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Produtos e importações

Os produtos básicos representaram 12,3% das exportações do Ceará em setembro, com US$ 22,5 milhões, e os produtos industrializados (semimanufaturados e manufaturados) representaram 86,7%, com US$ 158,4 milhões. A exemplo do que vem ocorrendo desde agosto do ano passado, quando a CSP iniciou as exportações de chapas de aço, o grande destaque da pauta cearense são os produtos siderúrgicos. Em setembro o item "outros produtos semimanufaturados de ferro ou aço não ligado" representou 50,5% das exportações do Estado, no valor de US$ 92,2 milhões. De janeiro a setembro, o item foi responsável por 48,9% da pauta de exportação, somando US$ 718,6 milhões. Em seguida aparecem a castanha de caju, com 4,5% de participação (US$ 67,2 milhões); calçados de borracha, plástico, com 4,07% (US$ 59,6 milhões); outros calçados, 3,5% (US$ 52,0 milhões); e sucos de outras frutas, com 3,28% (US$ 48,2 milhões).

Do lado das importações, o Estado recebeu, em setembro, US$ 214,3 milhões em produtos, volume 0,7% superior ao de agosto. No mês, a balança registrou déficit de US$ 31,7 milhões, melhor resultado desde maio, quando o saldo foi positivo em US$ 23,7 milhões.

Considerando o fator agregado, US$ 145,3 milhões das importações foram de produtos industrializados e US$ 68,9 milhões de produtos básicos. No acumulado do ano, os insumos para a produção siderúrgica e para as termelétricas se destacam na pauta de importação. O maior volume, com 21,9% do total, foi de hulha betuminosa, não aglomerada (US$ 381,9 milhões), seguido por gás natural,liquefeito, com 13,2% (US$ 231,1 milhões); outros trigos e misturas de trigo, com 7,7% (US$ 134,2 milhões).

Países

De janeiro a setembro, principal parceiro comercial do Ceará foram os Estados Unidos, país que recebeu 22,4% das exportações do Estado (US$ 329,9 milhões), e do qual recebeu 13,9% das importações (US$ 243,4 milhões). O México foi o segundo principal destino das exportações cearenses, com 11,1% (US$ 221,5%). Em seguida aparecem a Argentina, com 6,5%, Turquia, com 6,2% e Itália, com 5,2%.

Do lado as importações, a China foi o país que mais enviou produtos para o Ceará (17,4% do total ou US$ 304,6 milhões). Em seguida estão Estados Unidos, Colômbia (11,1%), Argentina (9,0%), e Áustria (7,5%).

Brasil

No País, a balança comercial teve superávit de US$ 5,1 bilhões em setembro, sendo o melhor resultado para o mês desde o início da série histórica do governo, em 1989. De janeiro a setembro, a balança brasileira acumulou superávit de US$ 53,2 bilhões, o maior valor da história.

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