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Estrangeiras apresentam projetos para dessalinização

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br
Legenda: Os estudos contratados pelo governo cearense via Cagece vão balizar um projeto de Parceria Público-Privada que definirá qual empresa deve comandar a usina por cerca de 25 anos
Foto: Foto: Reinaldo Jorge

Dois consórcios, sendo um coreano e um espanhol entregaram ontem propostas de manifestação de interesse em apresentar estudos para instalação de uma Planta de Dessalinização de Água Marinha para a Região Metropolitana de Fortaleza, com capacidade de 1 m³ por segundo.

A Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) recebeu os documentos na manhã de ontem. Os grupos internacionais, que atuam no País, são liderados pela empresa sul coreana GS Inima Brasil e pela espanhola Acciona Água S/A.

De acordo com o governo do Estado, em até 30 dias, a Cagece irá divulgar se as empresas estão habilitadas para fazer o estudo. Conforme edital, mais de uma empresa poderá ser autorizada, sendo que ao final do processo apenas a que apresentar o melhor estudo será remunerada.

Após a autorização pela Cagece, a empresa - ou as empresas - por meio do regime de Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI), terá até 150 dias para desenvolver e apresentar os estudos. A avaliação das propostas conta com o suporte da Fundação Getúlio Vargas.

Sistema

A instalação de uma planta de Dessalinização de Água Marinha para a Região Metropolitana de Fortaleza tem por objetivo incrementar a oferta de água para o sistema integrado de abastecimento e garantir segurança hídrica para os municípios atendidos pelo sistema.

O novo sistema vai gerar inicialmente um metro cúbico por segundo. O incremento vai significar aumento de 12% na oferta de água, beneficiando cerca de 720 mil pessoas.

Entre os estudos e projetos que serão desenvolvidos pela empresa selecionada estão Diagnóstico e Estudos de Demanda; de Impacto Ambiental; de Viabilidade; Estrutura de Financiamento e Garantias; Plano de Comunicação; etc.

Segundo o presidente da Cagece, Neuri Freitas, desde o início do projeto, empresas de cinco países estavam interessadas no documento. Além da coreana e da espanhola, empresários da Alemanha, Itália e Israel também teriam manifestado desejo no documento. "Com base em plantas instaladas em outros países, estimamos que deve custar até R$ 500 milhões, mas a variação cambial e a tecnologia podem fazer diferença", contou à reportagem, no mês de agosto.

Os estudos vão balizar um projeto de Parceria Público-Privada (PPP) que definirá qual empresa deve comandar a usina por, pelo menos, cerca de 25 anos. O prazo estimado é para amortizar o futuro investimento e ainda garantir um preço justo no fornecimento de água.

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