Crise vivida em 2015 interrompeu avanço
Rio. O agravamento da crise econômica em 2015 interrompeu um período de sete anos de crescimento do setor de serviços no Brasil, informou nessa sexta (22) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Desde o início da série histórica da Pesquisa Anual dos Serviços (PAS), em 2007, houve crescimento em dados como número de empresas, pessoas ocupadas e massa salarial real nos serviços, além do valor adicionado pelo setor à economia. Em 2015, os serviços registram queda em seus principais indicadores.
> Receita de serviços no Estado gera R$ 27,9 bi
Segundo o IBGE, vários fatores influenciaram o desempenho negativo do setor. Entre eles, está o fraco desempenho do consumo das famílias, que caiu 4% com a retração da renda e do mercado de trabalho.
Entre as atividades pesquisadas, apenas os serviços prestados às famílias (0,09%) e as atividades imobiliárias (5,09%) tiveram variação positiva no número de empregados. Principais empregadores, os serviços profissionais, administrativos e complementares tiveram queda de 3,4%, para 5.069.708.
O gerente da pesquisa, Luiz André Paixão, destacou que a crise causou impacto principalmente nos postos de trabalho das atividades ligadas ao recrutamento de profissionais. "Dentro desses serviços, os que mais fecharam postos de trabalho foram os de agenciamento e locação de mão de obra".