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Ceará no radar de fundo americano

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br
Legenda: Maia Júnior: 'nós recebemos muitos interessados com uma certa frequência. Isso é rotina para nós'

O lançamento do pacote de concessões e a participação ativa do Ceará em eventos de promoção econômica do Estado dentro e fora do País tem atraído investidores internacionais com mais frequência, segundo indica a agenda da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag). Entre o fim da tarde e o início da noite de ontem, Maia Júnior - titular da Pasta - recebeu representantes de mais um possível investidor: o Banco Pátria.

Considerado como o olheiro oficial no Brasil do americano The Blackstone Group - um dos maiores fundos globais de compra de participações em empresas -, o banco foi apresentado "às oportunidades que o Ceará tem a oferecer". A aliança dos dois existe desde 2004, mas foi em 2012 que o fundo decidiu ocupar formalmente uma cadeira no Pátria e adquiriu 40% do capital da empresa brasileira.

Pátria e Blackstone chamaram atenção no País ao entrar no mercado imobiliário em plena crise de 2015, quando desembolsou R$ 700 milhões em edifícios no Rio de Janeiro e um ano antes, ao adquirir 70% do Alphaville Urbanismo.

Rotina

Na pauta da reunião, Maia levou ao conhecimento dos representantes do Pátria o pacote de concessões lançado no último ano pelo governo cearense, mas minimizou o contato, apesar da grandeza do grupo que está por trás da instituição bancária. "Nós recebemos muitos interessados com uma certa frequência. Isso é rotina para nós", afirmou o secretário de Planejamento e Gestão sobre o contato com o banco Pátria.

Terceirizados

Perguntado sobre como o governo cearense está lidando com a tarefa de enxugar gastos e a manutenção dos terceirizados, Maia Júnior afirmou que os desligamentos que precisavam ser feitos já aconteceram. "A orientação que o governador Camilo (Santana) me deu foi para evitar demissão em tempo de crise. Estamos reduzindo número de funções, sobreposições de funções, que tinham nomenclatura diferente e desempenhando o mesmo papel", revelou.

Atualmente, de acordo com os dados apurados pela Seplag, existem 23 mil terceirizados empregados pelo governo.

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