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Cagece terá custo 20% menor com nova fábrica

A depender dos valores economizados, o consumidor poderá ter refletida essa economia em sua tarifa de água

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br
Legenda: A companhia firmou parceria com uma nova fábrica de cloro, inaugurada ontem, e instalada na própria estação pela empresa Aliance

A Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) irá reduzir em cerca de 20%, seu gasto diário com a compra de cloro para a Estação de Tratamento de Água (ETA) do açude Gavião, que abastece cerca de 2,5 milhões de pessoas, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

A companhia firmou parceria com uma nova fábrica de cloro, inaugurada ontem, e instalada na própria estação pela empresa Aliance, que irá fornecer 50% do produto consumido pela Cagece, na região. A depender do volume financeiro economizado, o consumidor poderá ter, futuramente, refletida essa economia em sua tarifa de água.

Com capacidade para produzir seis toneladas de cloro por dia, a fábrica irá fornecer, inicialmente, cerca de 3,5 toneladas diárias do produto à Cagece e a um preço menor do que a companhia vem comprando atualmente. O valor pago por um quilo de cloro, juntamente com o gasto com o seu transporte, fica em R$ 4,60. Já com a nova unidade fabril, que fica dentro da própria estação de tratamento, dispensando gasto com o transporte, o custo ficará a R$ 2,89, uma economia de 38%.

Gasto diário

De acordo com o diretor de Operações da Cagece, Josineto Araújo, o contrato com a empresa, que garante a aquisição da produção, tem duração de quatro anos. "Dependendo da análise que vamos fazer dessa parceria, poderemos ampliar o volume de cloro que consumiremos dela", afirma. De acordo com Araújo, o gasto diário com 3,5 toneladas vai reduzir de R$ 16 mil para R$ 10 mil, com a fábrica instalada no ETA. A Cagece consome cerca de sete toneladas na estação, gastando R$ 32,2 milhões.

"Essa economia poderá vir a caracterizar redução na tarifa de água. A Arce (Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Estado do Ceará) anualmente vê o que gastamos e repõe através da tarifa. Então, ao final de um ano, dependendo da economia, isso poderá se refletir nas tarifas, porque o cloro é um dos produtos que compõem os nossos gastos", considera. A tendência, adianta, é que a experiência de parceria com uma fábrica dentro da estação de tratamento seja repetida em demais cidades cearenses, nas de maior porte.

A ETA Gavião fica no município de Pacatuba e é responsável por atender demanda de cerca de 2,5 milhões pessoas na RMF. A presença da fábrica dentro da estação aumenta a segurança quanto ao suprimento de cloro, substância que é utilizada no tratamento da água como forma de eliminar bactérias patogênicas (que causam doenças), tornando-a potável.

Estiagem

O diretor da Cagece informou ainda que a seca que persiste no Ceará também terá impacto sobre os reajustes da tarifa de água. À medida que os açudes vão reduzindo seu nível, a água bruta vai ficando de menor qualidade e, portanto, exige mais gasto com o seu tratamento, com a utilização de mais produtos químicos. "Por outro lado, há outro fator que reduz os gastos da Cagece, que é o fato de a seca estar obrigando a redução do fornecimento. Ou seja, por mais que o preço por metro cúbico de água tratada seja maior com a seca, esta está diminuindo o volume de distribuição, o que acaba equilibrando os preços", esclarece.

Sérgio de Sousa
Repórter

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