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190 são afastados de obra no Pecém

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br
Legenda: Obras foram paralisadas desde a última segunda-feira (4). Consórcio alega que estado deixou de repassar R$ 40 milhões para as execuções

Com a paralisação das obras da segunda expansão do Porto do Pecém desde segunda-feira (4), 190 trabalhadores foram afastados, segundo Renan Carvalho, diretor de infraestrutura do consórcio Marquise/Ivaí, que realiza as execuções. "Nesse primeiro momento, demos férias coletivas para quem tem, e quem não tem já vai cumprir aviso prévio", afirma ele. O diretor afirma que a interrupção das obras foi uma medida "adotada em último caso. Ela foi previamente discutida e informada através de vários ofícios à Seinfra (Secretaria da Infraestrutura do Estado)".

A interrupção nas execuções ocorreu porque o governo deixou de repassar ao consórcio um montante de R$ 40 milhões desde fevereiro, diz Carvalho. O prazo atual do consórcio para a conclusão das obras é julho de 2018, mas a nova previsão vai depender de quando será paga a dívida, afirma ele. As execuções, atualmente com cerca de 85% de conclusão, os berços de atração sete, oito e nove (único que ainda não foi concluído), uma nova ponte de acesso ao quebra-mar e a engorda do quebra-mar. Esta é a segunda vez que as obras da segunda expansão paralisam neste ano por falta de recursos. As primeiras interrupções ocorreram em março deste ano.

Sobre o assunto, a Seinfra limitou-se a dizer, em nota, que "desde fevereiro deste ano, tem havido redução significativa do seu débito. Segundo a programação financeira em curso, a perspectiva é que, ao final deste mês, o volume de medições em aberto alcance o menor patamar, nos últimos 12 meses, nível esse compatível com a capacidade financeira exigida do consórcio construtor, quando da habilitação ao certame licitatório".

Recursos

O governador do Ceará, Camilo Santana, havia dito que o valor direcionado às construções pelo Estado foi superior aos destinados pelo Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Sobre isso, o diretor de infraestrutura do consócio Marquise/Ivaí disse que essa "não é uma questão que diz respeito ao consórcio. O planejamento financeiro para subsidiar as obras é responsabilidade do Estado".

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