Bruno Pereira atirou cinco vezes após ser baleado no Amazonas, diz PF

Indigenista tinha porte de arma. . Ele e o jornalista britânico Dom Phillips foram encontrados mortos na região do Vale do Javari, Amazonas.

Um homem segura uma bandeira brasileira tingida de vermelho representando sangue ao lado de uma faixa exigindo justiça pela morte do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista brasileiro Bruno Pereira, durante um protesto em Brasília, em 19 de junho de 2022
Legenda: O brasileiro e o jornalista britânico Dom Phillips desapareceram em 5 de junho, e, 11 dias depois, os corpos foram encontrados
Foto: AFP

O indigenista Bruno Pereira chegou a disparar cinco vezes após ser baleado pela primeira vez, segundo as investigações da Polícia Federal. Ele e o jornalista britânico Dom Phillips desapareceram em 5 de junho, e, 11 dias depois, os corpos foram encontrados na região do Vale do Javari, Amazonas. 

Segundo o superintendente da PF no Estado, Eduardo Fontes, em entrevista à Rádio Gaúcha, a arma que Bruno teria usado foi perdida no rio. Ele possuía porte de arma

Depoimentos dos suspeitos do crime, colhidos pela corporação, indicam que, após ser baleado pela segunda vez, o brasileiro perdeu o controle da lancha em que estava com o comunicador, e deixou a arma cair na água. Ela não foi encontrada. Conforme a perícia, a dupla foi morta com armas de caça, descartadas no rio. 

Bruno recebeu dois tiros no abdômen e um na cabeça. Dom levou tiros na região do tórax. A previsão é que os corpos sejam liberados ainda nesta semana, conforme o jornal Metrópoles.

Cresce número de suspeitos 

A Polícia Federal informou, no domingo (19), que subiu para oito a quantidade de suspeitos investigados pela morte da dupla. Segundo a corporação, foram identificados mais cinco homens que teriam atuado no enterro dos corpos, mas os nomes dele não foram revelados. 

Até o momento, três pessoas foram presas pelo suposto envolvimento no caso. A primeira foi Amarildo, conhecido como "Pelado", detido em flagrante no dia 7 de junho, por porte de munição de uso restrito. Ele confessou o envolvimento nas mortes e revelou detalhes do crime. 

No dia 14, o segundo suspeito foi pego, o pescador Oseney da Costa de Oliveira, irmão de Amarildo e conhecido como "Dos Santos". Ele negou participação no caso. 

Já o terceiro, Jeferson da Silva Lima, conhecido como "Pelado da Dinha", se entregou após saber pela própria família que estava sendo procurado pela Polícia. Conforme o Uol, ele é apontado como alguém que participou diretamente das mortes e da ocultação dos cadáveres. 

A Polícia Federal descarta a existência de um mandante do crime, teoria refutada pela União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja), que aponta "crime político" e pede a continuidade das investigações.  

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