Profissionais de saúde na Austrália podem ser punidos por divulgar informações antivacina da Covid

Os funcionários podem sofrer penalidades como a perca da licença trabalhista

profissional da saúde com máscara; dose de vacina da Covid-19; seringa; pandemia
Legenda: Os funcionários do setor foram notificados pelos conselhos médicos nacionais e pela agência reguladora da categoria
Foto: Thiago Gadelha

Profissionais de saúde da Austrália que disseminarem informações contra a vacina para a Covid-19 poderão enfrentar penalidades severas, incluindo a perca da licença profissional, como informou o jornal australiano Sydnay Morning Herald. 

Os funcionários do setor foram notificados pelos conselhos médicos nacionais e a Agência Reguladora de Profissionais de Saúde Australiana (AHPRA, na sigla em inglês) que correm o risco de sofrer ações reguladoras se divulgarem informações falsas ou enganosas, que possam prejudicar o programa nacional de vacinação contra a doença, aos pacientes ou nas redes sociais. 

"Não há lugar para mensagens antivacinação na prática profissional de saúde, e qualquer promoção de alegações antivacinação, incluindo nas redes sociais e publicidade, pode estar sujeita a ações regulatórias" disse, em nota, o porta-voz dos conselhos médicos australianos e presidente do Conselho de Farmácia, Brett Simmonds.

"Os códigos de conduta para cada uma das profissões de saúde registradas explicam as obrigações de saúde pública dos profissionais, incluindo a participação nos esforços para promover a saúde da comunidade e o cumprimento das obrigações para prevenção de doenças", acrescentou Simmonds.

A declaração foi apoiada por todos os conselhos nacionais de profissionais de saúde do país, incluindo os de medicina, enfermagem e obstetrícia, farmácia, odontologia, quiropraxia, medicina chinesa, paramedicina e osteopatia.

Ainda conforme informações do jornal Sydney Morning Herald, em setembro do ano passado, a AHPRA e os conselhos de medicina do país afirmaram ter recebido reclamações sobre médicos e outros profissionais de saúde que estariam espalhando mensagens antivacinação e teorias de conspiração sobre a Covid-19 em grupos de redes sociais, configurando uma violação direta das leis que os proíbem de espalhar alegações falsas.

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