Explosões atingem base com soldados americanos e área de embaixada dos EUA em Bagdá

Incidentes ocorrem após o Irã prometer vingança pela morte de general

Dois ataques visaram quase simultaneamente neste sábado (4) a Zona Verde de Bagdá e uma base aérea iraquiana que abriga soldados americanos ao norte da capital. Não houve mortes. A informação foi confirmada por autoridades dos serviços de segurança do Iraque.

Foguetes caíram na Zona Verde, onde está localizada a embaixada dos Estados Unidos, atacada na terça-feira por milhares de combatentes e partidários pró-Irã.

No mesmo momento, menos de 100 quilômetros ao norte, dois foguetes Katyusha caíram na base aérea de Balad, que abriga soldados e aviões americanos, segundo fontes da segurança no local.

De acordo com o comando militar iraquiano, os ataques não fizeram vítimas. Logo após esses disparos, drones americanos sobrevoaram a base para missões de reconhecimento.

Homenagem ao general morto

Também neste sábado  uma multidão  se reuniu neste sábado (4) em Bagdá para uma manifestação em homenagem ao general iraniano Qassim Suleimani e aos líderes de milícias locais mortos na sexta-feira. Em marcha pelas ruas da capital iraquiana, os manifestantes carregaram os caixões em um trajeto feito com segurança redobrada.

Vingança

Os Estados Unidos enviaram soldados adicionais nesta semana para proteger seus diplomatas e soldados no Iraque, onde o sentimento antiamericano, alimentado pelos pró-iranianos, explodiu com o assassinato na sexta-feira em Bagdá do poderoso general iraniano Qassem Soleimani e do seu braço-direito Abu Mehdi Al Mouhandis.

Os apelos por "vingança" estão aumentando em Bagdá e em Teerã, enquanto os americanos já consideram há vários meses as facções armadas pró-Irã no Iraque uma ameaça mais perigosa do que os jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI).

Desde o final de outubro, treze ataques com foguetes atingiram os interesses americanos no Iraque, matando um americano terceirizado em 27 de outubro em uma base no centro do país.

Nenhum ataque foi reivindicado, mas Washington acusa as facções pró-Irã da Hachd al-Shaabi - uma coalizão paramilitar integrada ao Estado iraquiano - de serem responsáveis.

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