América Latina é região com mais jornalistas assassinados, aponta Unesco

O relatório enfatiza também que há um aumento nas ameaças e assédios digitais, principalmente com jornalistas mulheres, o que intensifica a insegurança e medo dos profissionais

Legenda: O documento relata que, no período entre 2014 e 2018, 495 jornalistas foram assassinados no mundo, o que indica um crescimento de 18% se comparado com o período anterior, de 2009 a 2013
Foto: Pixabay

A região da América Latina e Caribe foi a que teve o maior índice de assassinatos em 2019, com 22 no total, segundo o Observatório de Jornalistas Assassinados da Unesco. Logo em seguida, está a região Ásia-Pacífico, com 15, e os Estados árabes, com 10.

O Observatório foi lançado em 2018 e busca combater a impunidade de crimes cometidos contra profissionais da imprensa. Ele reúne dados de investigações judiciárias de cada jornalista morto desde 1993 e estima 1.373 mortes. A Unesco registra que, entre 2006 e 2018, apenas 12% dos casos foram reconhecidos judicialmente como resolvidos.

Segundo o relatório "Intensified Attacks, New Defences" (ataques intensificados, novas defesas) da Unesco, a cobertura de política, corrupção e crime tem se mostrado mais perigosa que a cobertura em zonas de guerra, levando em conta que a maioria dos casos de 2019 ocorreu em países sem conflitos armados.

O documento relata que, no período entre 2014 e 2018, 495 jornalistas foram assassinados no mundo, o que indica um crescimento de 18% se comparado com o período anterior, de 2009 a 2013.

O relatório enfatiza também que há um aumento nas ameaças e assédios digitais, principalmente com jornalistas mulheres, o que intensifica a insegurança e medo dos profissionais. Por isso, defende a importância de documentar esses crimes para garantir o pleno exercício da profissão e a liberdade de expressão, que está garantida no artigo 19 da Declaração Universal de Direitos Humanos.

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