Chuva de meteoros será visível no Brasil nesta terça-feira (21); saiba como assistir

Fenômeno é conhecido por fragmentos rápidos, brilhantes e frequentemente com trilhas luminosas persistentes no céu

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 10:15)
Legenda: Chuva de meteoros Orionídeas em registro de 2023
Foto: James McCue/Reprodução

A tradicional chuva de meteoros Orionídeas atinge pico de atividade nesta semana, entre as noites desta terça (21) e de quarta-feira (22), e de quarta para quinta-feira (23). No Ceará, conforme informações do Laboratório de Ensino e Pesquisa em Astronomia (Lepa) do Observatório Astronômico Otto de Alencar na Universidade Estadual do Ceará (Uece), o fenômeno será visível após as 21h56, permanecendo até as 4h49 no céu de Fortaleza.

O fenômeno poderá ser observado com excelente visibilidade em todas as regiões do País, especialmente durante a madrugada, entre a meia-noite e o amanhecer.

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Segundo o astrônomo Marcelo De Cicco, coordenador do Projeto Exoss — em parceria com o Observatório Nacional (ON/MCTI) —, a Orionídeas é conhecida por apresentar meteoros rápidos, brilhantes e frequentemente com trilhas luminosas persistentes no céu. Eles podem atingir velocidades impressionantes de até 66 km por segundo.

O nome da chuva vem da constelação de Órion, de onde os meteoros parecem se originar. 

“A boa notícia é que todo o Brasil pode observar. O radiante em Órion é visível de norte a sul, com leve vantagem no Norte e Nordeste, onde ele sobe mais alto no céu. Mesmo no Sul, é um show garantido”, afirmou a equipe do Exoss.

Um dos principais atrativos da observação deste ano é a coincidência com a fase de Lua Nova, com apenas 2% de iluminação e se pondo cedo. Isso garante um céu escuro durante toda a noite, condição ideal para observar o fenômeno. Em condições perfeitas, espera-se a visualização de 15 a 20 meteoros por hora durante o pico.

Herança do Cometa Halley

A chuva das Orionídeas é formada por detritos deixados pelo famoso cometa Halley, que só pode ser visto da Terra a cada 75 ou 76 anos.

Quando esses fragmentos entram na atmosfera terrestre, se incendeiam e produzem os riscos luminosos visíveis a olho nu.

Este fenômeno ocorre todos os anos entre 2 de outubro e 12 de novembro, quando a Terra atravessa a região mais densa da trilha de detritos do cometa.

Além das Orionídeas, o Halley também dá origem à chuva Eta Aquáridas, que ocorre em maio.

Como observar?

Para acompanhar o espetáculo, não é necessário nenhum equipamento especial.

A principal recomendação é procurar um local escuro, longe da poluição luminosa das grandes cidades. Também é importante apagar luzes próximas, deixar os olhos se acostumarem à escuridão por alguns minutos e torcer para que o tempo esteja limpo.