Delegada está consciente após cirurgia e filha corre risco de ficar paraplégica

Pastor evangélico baleou a esposa e dois filhos e depois cometeu suicídio, no último domingo (29)

Legenda: O casal estava junto há 18 anos. Vizinhos relataram à Polícia Civil que as brigas, na residência, eram constantes. Édson era visto como uma pessoa fechada e ciumenta

A delegada adjunta da Delegacia de Capturas e (Decap), Fabiane Rocha Mota, está consciente e o quadro é considerado estável, após passar por uma cirurgia, no Instituto Doutor José Frota (IJF). Já a filha dela, de 16 anos, que também segue no hospital, tem quadro estável, mas corre risco de ficar paraplégica. As informações são de uma fonte da Polícia Civil e de um familiar.

O autor dos disparos foi o marido e pai das vítimas, respectivamente, o advogado e pastor evangélico Francisco Édson Lopes, que depois cometeu suicídio. Um filho do casal, de 14 anos, também foi baleado, mas teve a lesão menos grave - em um braço - e já recebeu alta. O tiroteio aconteceu dentro do apartamento da família, localizado na Rua Francisco Leandro, no bairro Curió, em Fortaleza.

De acordo com a fonte ouvida pela reportagem, Francisco Édson tinha o objetivo de matar outra filha da delegada Fabiane Mota (de um relacionamento anterior), após uma discussão entre os dois, na manhã do último domingo (29). A jovem de 20 anos, entretanto, conseguiu pular a janela do apartamento e sair sem grandes ferimentos.

Édson estava na posse da arma funcional da delegada, uma pistola calibre Ponto 40. Fabiane se dirigiu ao marido com um travesseiro na frente do rosto, para tentar desarmá-lo. Foi quando ela foi baleada na mão e no tórax - onde teve que passar por uma cirurgia e está sob observação. Já a adolescente de 16 anos foi alvejada nas costas e o tiro atingiu a coluna, o que pode deixá-la paraplégica.

O casal estava junto há 18 anos. Vizinhos relataram à Polícia Civil que as brigas, na residência, eram constantes. Édson era visto como uma pessoa fechada e ciumenta, ao ponto de acompanhar a mulher em alguns plantões na delegacia. O caso é investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Fortaleza.