Brasil: 9,1 milhões de crianças e adolescentes vivendo em situação de extrema pobreza

Escrito por
Natalie Melaré producaodiario@svm.com.br

Um estudo realizado no ano de 2019, pela organização não governamental Save The Children, revelou que o Brasil ocupa o 99º lugar em um ranking de 176 nações sobre proteção à infância. Na ocasião, o País se enquadrou no grupo de lugares onde ‘algumas crianças estão perdendo a infância’. Não há dúvidas de que a pandemia também agravou a situação, já que o número de crianças e adolescentes sem acesso à educação no Brasil saltou de 1,1 milhão, em 2019, para 5,1 milhões, em 2020, de acordo com o Cenário da Exclusão Escolar no Brasil, lançado pela Unicef.

É necessário que todos comecem a pensar no que pode ser feito, desde o gesto mais singelo - como ajudar uma criança ou jovem próximo a você - até auxiliar projetos sociais e cobrar o Estado para que cumpra com os seus deveres. Pois, justamente por esses números assustadores existirem e diversas crianças e adolescentes ainda viverem em situações extremamente preocupantes e tristes, é que não podemos sequer pensar que exista a tão falada meritocracia.

Dessas pessoas que vivem em situação de extrema pobreza foi retirado o básico para viver com dignidade, desde o acesso à alimentação de qualidade, moradia e saúde, até a educação. Como podemos acreditar que essas crianças poderão crescer e competir, de igual para igual, com outras que vivem em situações completamente diferentes? Isso não será possível! Acredito que existem maneiras de começar a mudar essa realidade, mas o caminho, com certeza, não é fácil e, muito menos, rápido. Sabemos que o Estado deve olhar com mais cuidado, atenção e carinho para esses números que o Brasil apresenta - afinal, não são apenas números, são pessoas. Além disso, acredito no poder de cada cidadão para modificar uma história. Se você conseguir ajudar uma criança sequer, já estará fazendo muito.

Sou voluntária há mais de 15 anos e posso dizer que passou da hora de todos nós fazermos a nossa parte e não fecharmos mais os olhos para as nossas crianças e adolescentes. Como sempre gostam de dizer - eles são o futuro do Brasil. Mas, nós, somos o presente, e as nossas atitudes irão refletir lá na frente, em cada vida que conseguimos impactar.

Natalie Melaré é fundadora do Instituto Devolver

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