A COP27 e o futuro do planeta

Escrito por
Francisco Wildys de Oliveira wildys@sintafce.org.br
Francisco Wildys de Oliveira  é diretor de Assuntos Econômico-Tributários do SINTAF
Legenda: Francisco Wildys de Oliveira é diretor de Assuntos Econômico-Tributários do SINTAF

A COP27 (27ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima), que ocorre no Egito entre 6 e 18 de novembro, conta com representantes de quase 200 países para coordenar ações globais para mitigação e adaptação às mudanças climáticas.  Nela serão negociadas metas globais de combate às mudanças climáticas, com a apresentação dos planos de cada país para contribuir com essas metas e relatar seu progresso. 

Nas anteriores convenções históricas estão o Acordo de Paris, COP21, na qual foi estabelecida uma meta de longo prazo para impedir que as temperaturas globais subam mais de 1,5°C acima dos níveis pré-industriais; e a COP26, para a redução global das emissões de dióxido de carbono em 45% até 2030 e de neutralidade de CO2 até 2050. 

Na abertura da COP, o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que todos enfrentam uma escolha difícil: trabalhar juntos agora para reduzir as emissões ou condenar as gerações futuras à catástrofe climática. E foi categórico: “A humanidade tem uma escolha: cooperar ou perecer!”. 

O Secretário-Geral pediu um pacto entre os países mais ricos e mais pobres do mundo para acelerar a transição dos combustíveis fósseis e a entrega do financiamento necessário para garantir que os países subdesenvolvidos possam reduzir as emissões e lidar com os impactos inevitáveis ​​do aquecimento que já começou. “As emissões de gases de efeito estufa continuam crescendo. As temperaturas globais continuam subindo. E nosso planeta está se aproximando rapidamente de pontos de inflexão que tornarão o caos climático irreversível”, disse ele. “Estamos a caminho do inferno climático, com o pé no acelerador”.  

Para Guterres, manter viva qualquer esperança de atingir essa meta significa alcançar emissões líquidas globais zero até 2050. “Ou é um Pacto de Solidariedade Climática ou um Pacto Coletivo de Suicídio”, alertou. 

A governadora do Ceará, Izolda Cela, representará o Estado na COP27, ocasião em que assinará memorando de entendimento com investidores da área de Hidrogênio Verde para implantação de usina no Estado. 

A janela de oportunidades está se fechando. Passou o tempo do discurso, agora é o da ação. 

Francisco Wildys de Oliveira  é diretor de Assuntos Econômico-Tributários do SINTAF  

 

 
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