Rússia proíbe entrada de chineses em seu território por coronavírus

Tentar impedir a propagação da epidemia é o objetivo declarado da medida

Legenda: No fim de 2019, a China fez o primeiro alerta sobre o surgimento do novo coronavírus
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A Rússia anunciou nesta terça-feira que proibirá a entrada de cidadãos chineses em seu território a partir da próxima quinta-feira, uma nova medida drástica para tentar impedir a propagação da epidemia de coronavírus.

"A entrada de cidadãos chineses nas fronteiras da Rússia está suspensa a partir de 20 de fevereiro para viagens de negócios, viagens privadas, estudos e turismo", disse Tatiana Golikova, vice-primeira-ministra responsável pela Saúde, citada pelas agências russas.

Já o balanço da epidemia de coronavírus atingiu, nesta terça-feira, quase 1.900 mortos, mas a OMS alertou contra qualquer medida desproporcional, citando um estudo que mostra que mais de 80% dos pacientes sofrem uma forma branda da doença.

O número de contaminações na China superou 72.300 casos nesta terça-feira. Em outras partes do mundo, quase 900 pessoas infectadas foram identificadas em quase 30 países.

Mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) pede calma: fora da província central de Hubei, epicentro da epidemia, a doença "afeta uma proporção muito pequena da população", com uma taxa de mortalidade em torno de 2%. 

Diminuição

Outros sinais encorajadores anunciados nesta terça-feira: na China continental, o número de novas contaminações em 24 horas (1.886) foi o menor desde o início do mês e o número de mortes adicionais (98) diminuiu pelo quarto dia consecutivo.

Nas últimas semanas, a China colocou em quarentena quase toda a província de Hubei. Fora da província, apenas 79 novos casos foram identificados nesta terça nas últimas 24 horas. Em 4 de fevereiro, ainda havia 890.

No total, o número de mortos na China continental chegou a 1.868. Entre eles, um diretor de hospital faleceu nesta terça-feira em Wuhan, berço do coronavírus. Em outras partes do mundo, cinco mortes foram registradas até o momento (nas Filipinas, Hong Kong, Japão, Taiwan e França), mas a epidemia ainda gera muito medo.