Israel acusa ONU de não denunciar ações do Hezbollah

Os soldados das tropas de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Líbano não estão reportando todas as ações ilegais dos militantes do Hezbollah no sul do país ao Conselho de Segurança, segundo acusação feita nesta segunda-feira por funcionários do governo israelense.

Os israelenses acusam o grupo islâmico xiita de violar as condições de um cessar-fogo de 2006 que prevê o desarmamento e proíbe seus militantes de entrarem na zona-tampão ao longo da fronteira israelense. A força de paz da ONU na área deve reportar ao Conselho de Segurança violações do tratado, mas até agora não fez isso, segundo funcionários israelenses.

Em um dos casos comentados pelos funcionários, as forças da ONU confrontaram uma picape suspeita, seguida por dois outros veículos com homens armados. Um relatório completo sobre esse incidente não foi enviado ao conselho, acusaram os israelenses.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, mencionou rapidamente o incidente em um relatório ao conselho na semana passada. Ban escreveu que uma patrulha da ONU "encontrou elementos armados não identificados". Ele denominou a presença deles como "uma séria violação", porém não mencionou o Hezbollah. O secretário-geral disse que forneceria mais detalhes sobre o caso em um próximo relatório sobre o Líbano.

Segundo a tropa da ONU no Líbano, os envolvidos nesse incidente não puderam ser identificados, pois fugiram. Há atualmente 13,5 mil soldados das Nações Unidas no país, trabalhando com 15 mil tropas libanesas na região da fronteira com Israel.

Apesar da presença das forças, os funcionários israelenses acreditam que o Hezbollah contrabandeou milhares de foguetes e mísseis antitanque no sul do Líbano desde o fim da guerra, em agosto de 2006. Em 2000, Israel se retirou de uma "zona de segurança" que ocupava no sul libanês, há 18 anos, para prevenir ataques contra seu território.

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