Facebook vai banir postagens negando Holocausto e direcionar pesquisas para fontes confiáveis

Com a nova política, os usuários que pesquisarem termos associados ao Holocausto ou à negação do genocídio serão direcionados a fontes confiáveis de informação fora do Facebook

O Facebook alterou a política de conteúdo para banir qualquer postagem que negue ou distorça o Holocausto, genocídio de judeus pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. A mudança foi comunicada na página da empresa pela vice-presidente de política de conteúdo do Facebook, Monika Bickert, nesta segunda-feira (12). 

“Organizações que estudam tendências em discurso de ódio estão relatando aumentos nos ataques online contra muitos grupos em todo o mundo, e continuamos nossos esforços para removê-lo”, informou a vice-presidente. 

Com a nova política, os usuários que pesquisarem termos associados ao Holocausto ou à negação do genocídio serão direcionados a fontes confiáveis de informação fora do Facebook. A plataforma vai aplicar a medida a partir do fim deste ano, já que precisarão de tempo para treinar revisores e sistemas sobre a aplicação, segundo o comunicado. 

“O anúncio de hoje marca mais um passo em nosso esforço para combater o ódio em nossos serviços. Nossa decisão é apoiada pelo aumento bem documentado do antissemitismo globalmente e o nível alarmante de ignorância sobre o Holocausto, especialmente entre os jovens”, ressaltou Bickert. 

Conteúdos banidos

Sobre medidas já adotadas para evitar a disseminação de ódio por meio da plataforma, a vice-presidente informou que mais de 250 organizações de supremacia branca foram banidas do Facebook, além de indivíduos e organizações em todo o mundo, retirando 22,5 milhões de discursos de ódio no segundo trimestre deste ano. 

 “Atualizamos nossas políticas para lidar com grupos de milícias e QAnon. Após um ano de consultas com especialistas externos, recentemente banimos os estereótipos antissemitas sobre o poder coletivo dos judeus, que muitas vezes os retrata governando o mundo ou suas principais instituições”, completou.    

De acordo com o Facebook, uma pesquisa recente com adultos nos Estados Unidos, com idades entre 18 e 39 anos, revela que “quase um quarto disse acreditar que o Holocausto foi um mito, que foi exagerado ou que eles não tinham certeza”. 

“Por muitos anos, trabalhamos com comunidades em todo o mundo para nos ajudar a entender como o ódio, incluindo o antissemitismo, é expresso online. Esses esforços incluíram discussões regulares com grupos de alcance global, como o Congresso Judaico Mundial e o Comitê Judaico Americano, bem como organizações voltadas para a proteção das comunidades judaicas locais, como o Community Security Trust no Reino Unido. Também trabalhamos com instituições e grupos que combatem o ódio e o anti-semitismo, como o Simon Wiesenthal Center”, explica Bickert. 

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