Causa da morte de maratonista cearense Antônia Bernadete Lins é indeterminada

Família alega falta do Serviço de Verificação de Óbito (SVO) na UPA de Maranguape que atendeu a atleta

Legenda: Na carreira, Bernadete chegou a estar relacionada entre as dez melhores atletas do país no ranking da Confederação Brasileira de Atletismo
Foto: reprodução

A causa do óbito da maratonista cearense Antônia Bernadete Lins da Silva, de 43 anos, segue indeterminada pela família. A atleta foi encontrada morta no domingo (28), em Maranguape, após sair para correr.

Em contato com o Diário do Nordeste, a irmã da vítima, Marilza Rodrigues, ressaltou que a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Maranguape que fez o atendimento não possuía Serviço de Verificação de Óbito (SVO) - para investigar detalhes do falecimento. O local foi o único que recebeu Bernadete após o incidente.

"Infelizmente, não sabemos a causa. Fomos à UPA em Maranguape e nos disseram que o Serviço de Verificação de Óbito não estava funcionando. Ela sempre foi muito bem cuidada. Como atleta, sempre tinha recomendações médicas que seguia. Ela saiu com um grupo por volta das 7h da manhã ontem, estava todo mundo desesperado no sítio. Vai ficar um laudo sem a resposta exata. Quando recebi a ligação, às 10h25, ela já estava na UPA", explica.

O presidente da Federação de Atletismo Cearense, Jerry Welton, informou ainda a ausência de uma contusão no corpo. "Ela estava com uma amiga, fazendo um trote leve. Era uma estrada pouco habitada. Em determinado momento, um pessoal próximo observou que demorou a voltar e viram ela desmaiada no chão. Pelas informações primárias, não teve nenhuma lesão", aponta.

Por meio de nota, a Secretaria de Saúde de Maranguape justificou que o SVO "não está recebendo corpos, por medidas de segurança durante a pandemia de coronavírus". A Pasta também reiterou que a atleta "já chegou em óbito", o que motivou o laudo médico de morte súbita.

Carreira

Nascida em Ipu, Bernadete iniciou trajetória no esporte jogando futsal. Em 2001, chegou à capital cearense e, no ano seguinte, estreou nas corridas de rua.

Na carreira, conquistou inúmeros pódios e chegou a estar relacionada entre as dez melhores atletas do país no ranking da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) para as provas de 10.000 m (10 km), além de ter obtido destaque no Circuito Sul-Americano de Corridas de Rua.


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