Análise: Fortaleza é resiliente para correr atrás e manter empate com Santos

Equipe cearense reagiu no melhor momento e segurou um bom resultado fora de casa após várias chances perdidas pelo Peixe no 2º tempo. Foco agora é no Clássico-Rei, pela partida de ida da final do Campeonato Cearense

A constante disciplina do Fortaleza em campo é louvável. Na Vila Belmiro, saiu atrás do placar e conquistou o empate em 1 a 1 com rapidez, demonstrando poder de reação e capacidade para administrar um resultado positivo, ontem, pela 12ª rodada do Brasileirão, contra o Santos, na Vila Belmiro.

A sequência de quatro jogos invicto impressiona não só pelos cinco pontos diante de Grêmio, Internacional e Santos, mas pela postura da equipe de Rogério Ceni.

O gol de Madson, aos 40 minutos do 1º tempo, serviu para um despertar no começo do 2º, com um Leão mais aguerrido para buscar a igualdade. Dois minutos depois do apito e Gabriel Dias subiu alto para cabecear contra a marcação e garantir o 1 a 1.

A partir daí, a eficiente estratégia tricolor dos últimos duelos se repetiu. Entram Yuri César, Ronald e logo depois Fragapane para explorar os contragolpes, manter a pressão sobre a saída de bola adversária e ajudar na marcação pelas pontas. Mudanças que contribuem para a engrenagem da organização defensiva em 4-4-2 de Ceni continuar no mesmo ritmo.

Ouça o FortalezaCast

Powered by RedCircle

O Santos de Cuca se lançou ao ataque durante toda a etapa final. Marinho liderava os avanços, alternando entre as pontas com Soteldo e depois apoiado por Sánchez e Raniel.

Porém, o plano do Leão era claro: matar o impulso oponente a partir do meio-campo, fechar os buracos entre laterais, zagueiros e volantes e apostar na velocidade de quem veio do banco.

Sem medo de sofrer

As últimas três partidas mostram que a tática de esperar e agredir é um padrão automático do time cearense e que rende bem contra qualquer adversário, sempre moldando o ritmo de acordo com particularidades do duelo posicional.

Confortável com ou sem a bola, o Tricolor do Pici sabe a melhor hora de partir para cima e também a de voltar suas linhas, encurtar espaços e chamar para a briga. Corajoso e ousado diante de gigantes e, acima de tudo, consciente da qualidade coletiva que, ao final, prevalece sobre técnica e camisas pesadas.

Sem a posse, Romarinho e Osvaldo voltavam para segurar os avanços de Madson e de Felipe Jonatan. Wellington Paulista e David, embora tenham tocado pouco no campo ofensivo, perturbaram a construção a partir de Diego Pituca e de Jean Mota, principais articuladores no meio.

Destaques positivos na 2ª etapa , Ronald e Fragapane demonstram cada vez mais entender o sistema de jogo tricolor, acompanhando o oponente, mas sem quebrar as linhas de marcação.

Com a bola, paciência para pensar o toque de menor risco e a hora de acionar os contragolpes. Peças de potencial importante em um campeonato tão corrido.

As atenções agora se voltam ao Clássico-Rei da quarta-feira (30), pelo 1º jogo da final do Cearense. Ceni não deve poupar esforços apesar do desgaste e deve usar força máxima.

Quero receber conteúdos exclusivos de esporte