Facebook planeja mudar de nome para reposicionar negócio, diz site

Conforme o site americano The Verge, anúncio deve acontecer até o fim da próxima semana

Mão segura celular ligado aparecendo a logo do Facebook na tela
Legenda: O novo nome deve remeter ao ambiente de realidade virtual da empresa
Foto: Shutterstock

Seguindo a nova aposta do fundador e presidente-executivo, Mark Zuckerberg, o Facebook se planeja para adotar um novo nome, associado à construção do metaverso.

O anúncio deve acontecer até o próximo dia 28 de outubro, quando acontece a conferência anual da companhia, divulgou o site americano The Verge nessa última terça-feira (19).

O novo nome deve ser algo relacionado a Horizon, que remete ao ambiente de realidade virtual da empresa. 

Para Zuckerberg, que tem falado sobre o metaverso desde julho, a realidade virtual será o futuro do Facebook e de toda a internet, pois os consumidores deverão não somente acessar as plataformas da empresa, como também viver em seu mundo digital.

Inclusive, o grupo tem investido fortemente em realidade virtual e realidade aumentada, desenvolvendo hardwares como óculos de realidade aumentada e tecnologias de pulseira.

Atualização estratégica do Facebook

Segundo o The Verge, a mudança prevê posicionar o Facebook como carro-chefe, dentre os diversos produtos da empresa, que já supervisiona marcas de peso como Instagram e WhatsApp.

Os supostos planos de alteração de nome ainda ocorrem no momento em que o Facebook é alvo de inúmeras críticas sobre suas práticas de moderação de conteúdo e danos vinculados às suas plataformas, como vazamento de dados.

Apostas nas redes sociais

Com a notícia da mudança, internautas passaram a fazer bolsas de apostas nas redes sociais, com sugestões. Além do simples 'FB' e 'Horizon', 'Meta' também foi um nome sugerido pelo ex-chefe de integridade cívica da empresa, Samidh Chakrabarti. 

O Facebook disse não comentar os "boatos e especulações" divulgados na reportagem do The Verge.

Desenvolver metaverso

Visando trabalhar no desenvolvimento do metaverso, mundo digital paralelo que constitui o Graal de Mark Zuckerberg, o Facebook planeja contratar 10 mil pessoas nos próximos cinco anos na União Europeia (UE).

“Esse investimento é um voto de confiança na força da indústria tecnológica europeia e no potencial do seu talento” nesse campo, destacaram o britânico Nick Clegg e o espanhol Javier Olivan, dois dos principais diretores do grupo, sem divulgar detalhes sobre a natureza e localização desses postos de trabalho.

A empresa está concentrando recrutamento na Alemanha, França, Itália, Espanha, Polônia, Holanda e Irlanda.‎

Grande queda em 2021

A informação de investimento em novos postos de trabalho na plataforma, divulgada no último dia 17, acontece no mesmo mês da instabilidade que afetou WhatsApp, Instagram e Facebook no mundo.

No dia 4 de outubro, as plataformas geridas pelo grupo de Zuckerberg sofreram grandes críticas pela queda dos serviços em várias regiões do mundo. 

As plataformas voltaram seis horas depois, após muitas reclamações nas redes sociais. Segundo o jornal norte-americano The New York Times, uma pequena equipe de funcionários do Facebook foi enviada aos data centers da empresa em Santa Clara, na Califórnia, nos EUA, com o objetivo de reiniciar manualmente os servidores que armazenam os dados das redes. 


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