Vídeo mostra 'psicopata' apontado como autor de chacina em Ceilândia em fazenda de Goiás; veja

"Não quero te machucar", teria dito Lázaro Barbosa ao caseiro do local. Câmeras de segurança flagraram o momento

Lázaro Barbosa
Legenda: Nas imagens é possível ver que Lázaro Barbosa usava uma mochila e se movimentava normalmente
Foto: reprodução

Câmeras de segurança flagraram o foragido Lázaro Barbosa de Sousa, de 33 anos, em uma fazenda na manhã desta terça-feira (15), na cidade Cocalzinho, em Goiás. O dono do local e o caseiro acharam o criminoso dormindo na propriedade por volta das 6 horas. O homem é suspeito de cometer uma chacina no Distrito Federal.    

Segundo as informações do jornal O Globo, Lázaro Barbosa usava uma mochila e pediu comida ao caseiro do imóvel. "Não quero te machucar, apenas quero comida", disse ao funcionário. Logo depois, o fazendeiro voltou para a casa e, pensando que o homem poderia pegar uma arma, Lázaro fugiu.  

Equipes de policiais chegaram ao local pouco antes das 8h. Nas imagens divulgadas nas redes sociais, é possível ver a movimentação das viaturas no imóvel.   

Por volta das 11h desta terça-feira, moradores de uma chácara chamaram a Polícia e informaram terem visto Lázaro próximo à propriedade. A testemunha indicou a área em que viu o suspeito passar, localizada em uma região de mata.   

Na segunda-feira (14), o homem invadiu outra fazenda na região. Na ocasião, ele trocou tiros com um caseiro e teria ficado ferido, no entanto, no vídeo desta terça-feira Lázaro parece se movimentar com normalidade.   

O criminoso é considerado um psicopata pelo secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda.   

"Já temos um quadrante definido de onde esse sujeito está. É um sujeito de muita periculosidade, perigosíssimo, conhece muito bem a área lá. Nascido e criado ali. É mateiro e está fazendo um esforço enorme para se esconder, para fugir da polícia, fugir da Justiça. Mas nós também estamos fazendo um esforço enorme e vamos conseguir capturá-lo para entregá-lo para a Justiça os mais breve possível", disse o gestor.   

Ele vem driblando o cerco da Polícia desde a última quarta-feira (9), quando ele invadiu uma chácara e assassinou a tiros quatro pessoas de uma mesma família no DF.  

A força-tarefa montada pelas secretarias de Segurança Pública de Goiás e do DF para prendê-lo tem base em Cocalzinho. O grupo conta com agentes da Polícia Militar (PMDF), da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Polícia Federal (PF) e da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). A equipe dispõe ainda de reforço da cavalaria, além de cães farejadores, três helicópteros e drones.  

Morreram na chacina os empresários Cláudio Vidal, 48, e Cleonice Marques, 43, encontrada somente três dias depois nua e com os cabelos cortados, e os dois filhos do casal, Gustavo Marques Vidal, 21, e Eduardo Marques Vidal, 15.   

Além das quatro mortes no Distrito Federal, Lázaro também responde por outros dois assassinatos na Bahia. Os agentes mobilizados na força-tarefa que o procura acreditam que ele já esteja cansado.  

Rastro de crimes

Na quinta-feira (10), Lázaro rendeu o caseiro de uma chácara e a filha dele próximo ao imóvel dos empresários. O homem chegou a obrigar a mulher a preparar o almoço enquanto ele acompanhava um telejornal. No mesmo dia, voltou a entrar sem permissão em uma casa e fez três pessoas reféns. Duas delas foram obrigadas a fumar maconha.  

Já na sexta-feira (11), o foragido conseguiu chegar em Cocalzinho de Goiás (GO) após roubar um veículo em uma chácara em Ceilândia. Ele incendiou o automóvel na BR-070. 

No sábado (12), Lázaro invadiu uma chácara ainda em Cocalzinho e ordenou que o caseiro cozinhasse para ele. Horas depois, baleou três homens que ficaram em estado grave e colocou fogo em outra chácara, próximo à Lagoa Samuel.  

Um cerco policial formado por 200 agentes e 50 viaturas do DF e de Goiás quase prendeu o homem no domingo (13), mas ele percebeu o ponto de bloqueio e abandonou um veículo Corsa que havia furtado para fugir.  Dezessete fazendas foram ocupadas estrategicamente na região de Cocalzinho, cidade do interior goiano onde os últimos crimes teriam acontecido. 

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