Jovem contrai raiva humana após ser arranhado por gato e vai parar na UTI no Distrito Federal

Adolescente apresentou sintomas como dores no corpo, nas articulações e nos olhos

Gato cinza diante de caroços de ração.
Legenda: No Distrito Federal, o último caso de raiva registrado em gatos foi em 2001.
Foto: Schutterstock

Um jovem está internado em estado grave, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital do Distrito Federal, após contrair raiva humana ao ser arranhado por um gato. O caso foi relatado pelo Governo à imprensa local nesta quarta-feira (6).

A pasta aproveitou a ocorrência para anunciar que antecipou para hoje a campanha de vacinação antirrábica. Segundo o portal Uol, com informações da Secretaria da Saúde, o Distrito Federal não registrava casos da doença em humanos desde 1978. Em cães, o último caso diagnosticado foi em 2000 e, em gatos, em 2001.

O caso

O jovem, cuja identidade foi preservada a pedido da família, tem entre 15 e 19 anos de idade. Ele foi arranhado no braço por um gato desconhecido no último dia 15 de junho. Uma semana depois, de acordo com o Uol, começou a apresentar sintomas como dores no corpo, nas articulações e nos olhos.

"Existem dois tratamentos: o tratamento com soro e o tratamento com vacina. Com vacina é profilático, mas a proteção que vai promover para a pessoa que se expôs ao risco demora um tempo maior. O soro é uma proteção natural, então, vai inibir qualquer infecção imediata. Quem tem condições de avaliar é o profissional da saúde", disse o diretor de vigilância epidemiológica da Secretaria da Saúde, Fabiano Martins.

Prevenção

Ainda conforme o epidemiologista, a raiva é uma doença que pode ser prevenida. "O simples ato de lavar a lesão com água e sabão a partir do incidente é capaz de diminuir as chances de haver contaminação. Claro que essa medida isolada não resolve, mas, se a pessoa não faz isso em casa, quando vai ao hospital, o primeiro procedimento tomado é lavar o local", disse.

Além disso, o diretor-substituto de Vigilância Ambiental da Secretaria, Lauricio Monteiro Cruz, ressaltou que, em casos semelhantes, de arranhão por um gato desconhecido, não se deve fazer mal ao animal.

O vírus da raiva fica na saliva de animais infectados e é transmitido, principalmente, por mordidas e, eventualmente, por arranhões ou lambidas de mucosas ou pele lesionada.

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