Anvisa pede que fabricantes de vacinas testem eficácia contra variante Ômicron do coronavírus

Pedido foi feito às fabricantes de imunizantes em uso no Brasil: Pfizer, Butantan, Fiocruz e Janssen

fachada da anvisa
Legenda: A previsão da Anvisa é de que dados das avaliações iniciais estejam disponíveis nas próximas semanas
Foto: Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pediu, nesta quarta-feira (1º), que fabricantes de vacinas contra a Covid-19 autorizadas no País testem o desempenho dos imunizantes no combate à nova variante Ômicron do coronavírus.

O órgão regulador informou, em nota, que solicitou a Pfizer, Instituto Butantan, Fiocruz e Janssen informações sobre os estudos em andamento para avaliar o impacto de novas cepas na eficácia e na efetividade dos imunizantes. A previsão da agência é de que dados das avaliações iniciais estejam disponíveis nas próximas semanas.

Nesta quarta, um terceiro caso da variante foi confirmado em São Paulo. Trata-se de um passageiro da Etiópia que desembarcou em Guarulhos, no último sábado (27), quando testou positivo para Covid-19.

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A Anvisa disse também atuar junto a autoridades internacionais e às empresas envolvidas para permitir que as atualizações nas vacinas, caso necessárias, "sejam realizadas com agilidade, mantendo o perfil de qualidade, eficácia e segurança."

"A Anvisa exige, para as vacinas autorizadas, que os desenvolvedores monitorem e avaliem o impacto das variantes na eficácia e na efetividade dos imunizantes. É preciso observar, porém, que esses estudos demandam tempo, uma vez que é preciso obter informações genéticas e amostras de pacientes para então realizar os testes e a análise", disse.

Vacinas são efetivas

A agência lembrou que as vacinas atuais permanecem efetivas na prevenção contra a Covid-19, evitando casos graves e morte.

"O momento é de cautela. A melhor coisa que a população pode fazer é ser vacinada ou receber o reforço do imunizante e manter as medidas de prevenção, como o uso de máscara, a higienização das mãos e o distanciamento social", frisou a Anvisa.

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