OMS desaconselha uso de plasma convalescente para tratar pacientes com Covid-19

A entidade justificou que o uso não trouxe evidências reais em nenhum quadro da doença pandêmica

USO DE PLASMA EM COVID
Legenda: O plasma foi um dos tratamentos potenciais testados no início da pandemia, mas mostrou ter benefícios limitados
Foto: Jaime Reina/AFP

A Organização Mundial da Saúde (OMS) desaconselhou o tratamento de pessoas com sintomas leves ou moderados de Covid-19 com plasma sanguíneo de pacientes que se recuperaram da doença, declarou a entidade nesta terça-feira (7).

O plasma de pessoas convalescentes com anticorpos produzidos por seu corpo para combater o coronavírus apresentou sinais promissores quando administrado por via intravenosa a outros pacientes com Covid-19.

O tratamento retira anticorpos neutralizantes do plasma, isto é, uma parte do sangue, de pacientes que já se recuperaram da doença pandêmica e coloca-os em pacientes com um quadro ativo da doença, para acelerar sua cura. 

No entanto, em uma recomendação publicada no British Medical Journal, a OMS afirma que "evidências reais mostram que o tratamento não melhora a sobrevida ou reduz a necessidade de ventilação mecânica, e que é caro e leva muito tempo para ser administrado".

Por esse motivo, a OMS emite "uma forte recomendação" contra ou uso de plasma sanguíneo para pessoas que não apresentam sintomas graves de covid-19 e, mesmo nos casos mais críticos, indica que este tratamento só deve ser administrado como parte de um ensaio clínico.

Limitações

O  plasma foi um dos tratamentos potenciais testados no início da pandemia, mas mostrou ter benefícios limitados.

A OMS afirma que esta recomendação é baseada nos resultados de 16 testes envolvendo mais de 16.200 pacientes com sintomas leves, graves e críticos de covid-19.

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