Ômicron burla parcialmente proteção gerada pela vacina da Pfizer, diz estudo

No entanto, imunizados com o fármaco e também infectados anteriormente com coronavírus conseguiram neutralizar a variante

Micrografia eletrônica de varredura com cores aprimoradas de uma célula infectada com partículas de SARS-CoV-2, isolada de uma amostra de paciente. As partículas do vírus SARS-CoV-2 são pequenas estruturas quase esféricas, encontradas na superfície da célula, que exibe projeções celulares alongadas em forma de bastonete.
Legenda: O laboratório testou o sangue de 12 indivíduos que haviam recebido a vacina da Pfizer/BioNTech
Foto: NIAID

A variante Ômicron pode parcialmente burlar a proteção gerada pela vacina desenvolvida pela Pfizer, em parceria com a BioNTech, contra a Covid-19, revelou o diretor de pesquisa de um laboratório do Instituto de Pesquisa em Saúde da África, na África do Sul, Alex Sigal, nessa terça-feira (7). As informações são da agência Reuters

Segundo o professor afirmou nas redes sociais, há uma "uma queda muito alta" na neutralização da variante Ômicron em relação a uma cepa anterior do coronavírus em imunizados com o fármaco. 

O laboratório testou o sangue de 12 indivíduos que haviam recebido a vacina da Pfizer/BioNTech, conforme um documento publicado no website da instituição. Os dados preliminares presentes no manuscrito ainda não foram revisados por pares. 

No entanto, o sangue de cinco de seis pessoas que haviam sido vacinadas e também infectadas anteriormente com o coronavírus neutralizou a variante Ômicron, conforme o escrito. 

O documentou observou uma queda de 41 vezes os níveis de anticorpos neutralizantes contra a variante Ômicron.  

O diretor afirmou que o número será possivelmente ajustado após o laboratório realizar mais experimento. 

"É importante ressaltar que a maioria dos vacinologistas concorda que as vacinas atuais ainda protegem contra casos  graves da doença e morte em caso de infecção pela Ômicron. Portanto, é fundamental que todos sejam vacinados”, disse o diretor executivo do Instituto de Pesquisa em Saúde da África, Professor Willem Hanekom.

A nova variante, considerada preocupante pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no fim de novembro. Ela foi registrada pela primeira vez na África do Sul, mas já foram anunciados casos dela em todos os continentes

Eficaz a partir da terceira dose

A Pfizer anunciou, nesta quarta-feira (8), que a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo laboratório é "eficaz" contra a variante a partir da terceira dose. Estudos indicam que a dose reforço do imunizante aumenta os anticorpos neutralizantes em 25 vezes, em comparação a aplicação de apenas duas doses.

Segundo a farmacêutica, o nível de proteção contra a variante após a dose três é equivalente ao adquirido após duas doses da vacina diante do vírus original. 

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