Funcionária da CBF que acusa Caboclo de assédio diz que há mais duas vítimas

O dirigente foi afastado por 30 dias das funções na entidade

Caboclo com semblante sério
Legenda: Rogério Caboclo é alvo de denúncias de assédio sexual e moral de uma funcionária da CBF
Foto: Norberto Duarte / AFP

A funcionária que acusa de assédio sexual e moral o presidente da CBF, Rogério Caboclo, acrescentou dois nomes ao caso investigado pelo conselho de ética da entidade. De acordo com ela, há duas outras mulheres vítimas do comportamento do dirigente.

A inclusão não significa que essas duas funcionárias tenham denunciado ou vão denunciar o cartola, que nega ter cometido abusos e reitera a inocência. O dirigente foi afastado por 30 dias das funções.

Não são crimes o que investiga o conselho de ética da CBF. O órgão checa se houve violações ao código da entidade e por isso determinou o afastamento no domingo (8). Assim, assumiu interinamente a presidência Antonio Carlos Nunes por ser o vice-presidente mais velho.

tite e caboclo
Legenda: Encontro entre Caboclo e Tite em 2019, na Granja Comary
Foto: Divulgação/CBF

Se o inquérito levar à destituição de Caboclo, Nunes terá de convocar uma nova eleição. Nesse caso, só poderão concorrer os atuais oito vice-presidentes da confederação. No momento, o retorno do presidente afastado é considerado altamente improvável.

O processo de desgaste do dirigente teve participação importante dos jogadores da Seleção Brasileira, que não têm boa relação com ele. A comunicação sobre a transferência da Copa América para o Brasil, malfeita segundo os atletas, ampliou a distância.

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