'Eles ficam com o tabu, a gente com o título': Carpini minimiza derrota no Clássico-Rei

Em coletiva após derrota na Copa do Nordeste, treinador justifica escalação alternativa

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 11:41)
Legenda: Thiago Carpini comentou o empate do Fortaleza com o Cuiabá
Foto: KID JUNIOR / SVM

O clima no Fortaleza após o último Clássico-Rei é de frustração, mas não de falta de convicção por parte de Thiago Carpini. Após a derrota para o Ceará na Copa do Nordeste, em partida em que o Leão jogou com um homem a mais desde o primeiro tempo, o treinador rebateu as críticas sobre a manutenção de um suposto "tabu" de vitórias do rival e defendeu ferrenhamente o planejamento de rodar o elenco.

O Fim do Tabu?

Questionado sobre o longo período sem vencer o Ceará e o porquê de não ter utilizado a força máxima para quebrar essa sequência, Carpini foi enfático ao citar a conquista do Campeonato Cearense ocorrida há um mês. 

"Olha, o tabu nem vou falar disso porque nós fomos campeões em cima deles há um mês atrás. Então para mim não tem mais tabu. Eles ficam com o tabu, a gente fica com o título", disparou o técnico, ressaltando que o peso emocional do clássico é conhecido, mas que o planejamento da temporada não pode ser ignorado por um resultado esporádico.

Justificativas para o time reserva

A decisão de poupar titulares como Sasha, Luiz Fernando e Pochettino gerou revolta na torcida, especialmente diante do baixo público e da importância histórica do confronto. No entanto, Carpini revelou que a escolha foi baseada em medidores de cansaço, termografia e controle de carga. Segundo o treinador, o risco de lesões que poderiam afastar atletas por até um mês era real caso jogassem o clássico após a sequência contra o Juventude e antes da viagem para São Paulo.

O técnico defendeu que essa rotatividade é necessária devido ao "elenco enxuto" e tem servido para dar minutagem a jovens como Rian, Ronald e Kauan.

Pressão e Bastidores

O treinador também comentou as declarações polêmicas do zagueiro Britez, que citou questões administrativas da SAF após o jogo. Carpini afirmou não ter presenciado as falas, mas garantiu estar seguro no cargo e "convicto" no trabalho que vem realizando em seus pouco mais de 100 dias no clube.

"Este grupo está pagando uma conta que não é dele. Esse treinador está pagando uma conta que não é minha, mas eu represento o Fortaleza", afirmou, referindo-se ao clima de insatisfação remanescente do rebaixamento no ano anterior.

O Fortaleza agora vira a chave e foca no Campeonato Brasileiro, seu "carro-chefe" na temporada, com jogo marcado para o próximo domingo.