Árbitro explica por que não marcou pênalti para o Fortaleza no Clássico-Rei; entenda

Equipes se enfrentaram neste domingo (8), na Arena Castelão

Escrito por
Crisneive Silveira crisneive.silveira@svm.com.br
(Atualizado às 22:06)
Legenda: Marcelo de Lima Henrique explicou o que marcou sobre o lance polêmico no Clássico-Rei
Foto: THIAGO GADELHA / SVM

Árbitro de Ceará x Fortaleza, Marcelo de Lima Henrique explicou o motivo de não ter marcado pênalti a favor do Tricolor ainda no primeiro tempo. O lance ocorreu aos seis minutos, em cabeceio de Cardona, e a bola resvala no braço de Zanocelo, volante do Alviengro. O juiz reconhece que houve toque. No entanto, ele destaca a posição do braço do atleta. As equipes se enfrentaram neste domingo (8), na Arena Castelão.

"Claramente, no campo de jogo, é uma ação de disputa entre dois jogadores. (...) E depois a bola pega, sim, no braço do jogador do Ceará, que está na descendente. O braço em descendente é um braço normal para aquela disputa. Portanto, para mim, no campo de jogo, essa foi a visão”, destacou o árbitro em coletiva após a partida.

“É um lance até, muito didático, para não penal. Porque, como vem de uma ação de disputa, a bola é disputada primeiro e ela cai repentinamente, mudando a sua direção bruscamente. A bola que vem longa. Então, o braço do jogador estava numa posição natural para disputa. Obviamente que há o contato, sim, mas é um lance que, para a gente, que já vê vários vídeos e estuda muito esses lances, fica um lance de fácil análise para não penal. Essa foi a visão no campo de jogo”, completou.

“Mas eu entendo as argumentações, entendo o clamor das pessoas quando acham que bate no braço tem que se marcar o penal dentro da área”, finalizou.

ENTENDA

Segundo as regras da IFAB/FIFA, não é automaticamente pênalti quando a bola bate no braço, mesmo que o braço esteja em posição descendente. A marcação depende da avaliação de intenção, movimento e posição. O árbitro só marca pênalti se considerar que houve mão/falta de mão deliberada ou ampliação antinatural do espaço corporal. 

A regra diz que:

  • Se o braço estiver em posição natural, acompanhando o movimento do corpo, não é infração.
  • Se o braço estiver em posição antinatural (abrindo espaço de forma não justificada pela dinâmica do movimento), pode ser pênalti — mesmo que esteja “descendo”.
  • Rebotes inesperados, desvios curtos ou bola que bate no próprio corpo do jogador antes de tocar no braço tendem a não ser falta.
  • Ausência de intenção não isenta, mas a posição e o movimento do braço são decisivos.
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