Irmã de Deolane se pronuncia sobre prisão da influenciadora: 'Perseguições'
Daniele Bezerra disse que a família confia "na verdade".
A advogada Daniele Bezerra se pronunciou, nesta quinta-feira (21), sobre a prisão da irmã, Deolane Bezerra. A influenciadora foi alvo de operação deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil, contra lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Pelas redes sociais, Daniele disse que a prisão da irmã é fruto de perseguições e que não há provas que indiquem a participação da influenciadora em esquema envolvendo a facção.
"Hoje, mais uma vez, tentam transformar suposições em verdades e manchetes em condenações. A prisão de Deolane Bezerra, sob alegações de participação em organização criminosa, nasce cercada de ilações, narrativas e perseguições que já se repetem há tempos", escreveu no story do Instagram.
No relato, Daniele critica o que chama de Justiça usada como espetáculo, afirmando que um ato de prisão não pode ser instrumento de pressão, marketing ou vingança pessoal.
"Quem conhece a história, a luta e a trajetória dela sabe que existe uma diferença enorme entre fatos e narrativas criadas para alimentar ataques. Seguiremos confiando na verdade, na Justiça e no direito de defesa, porque perseguição continua sendo perseguição, mesmo quando tentam dar a ela outro nome", afirmou.
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Prisão de Deolane
Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta durante a operação Vérnix, que investiga um esquema que envolve uma transportadora de cargas com sede em Presidente Venceslau (SP), controlada pela cúpula do PCC.
Além da prisão, os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na casa de Deolane, em Barueri (SP), e em outros endereços ligados a ela.
No total, os policiais cumprem seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão.
Além de Deolane, foi preso Everton de Souza, conhecido como Player, indicado como operador financeiro da organização. Também foi emitido um mandado de prisão contra Marco Herbas Camacho, o Marcola, considerado o chefe da facção, que já está preso.
Outros alvos da operação incluem o irmão de Marcola, Alejandro Camacho, e dois sobrinhos dele, Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho.
Segundo a investigação, Deolane foi identificada como recebedora de dinheiro do PCC. Parte das movimentações ocorreram em depósitos em espécie, partindo do caixa da facção por meio da transportadora de cargas, e ordenados pela cúpula da organização criminosa.
Os depósitos, que foram fracionados abaixo de R$ 10 mil, ocorreram entre os anos de 2018 e 2021 e somaram R$ 1.067.505. Segundo a polícia, o intermediador era Player, que indicava a conta de Deolane para "fechamentos" mensais.