'Choquei' retoma postagens nas redes sociais com defesa a Raphael Sousa
O criador do perfil foi preso na última semana pela Polícia Federal, suspeito de lavagem de dinheiro.
Dias após a prisão de Raphael Sousa Oliveira, a página "Choquei", de propriedade do empresário, voltou, nesta terça-feira (21), a fazer publicações nas redes sociais sobre o universo do entretenimento. Em nota, o perfil também defendeu a inocência de Raphael e negou qualquer vínculo com organizações criminosas.
O criador da "Choquei" foi preso pela Polícia Federal na última quarta-feira (15), suspeito de envolvimento com um esquema de lavagem de dinheiro. A mesma operação prendeu os MCs Ryan SP e Poze do Rodo.
Conforme as investigações, Raphael também é investigado por participar de transações ilegais na ordem de mais de R$ 1,6 bilhão e de servir como "operador de mídia" da organização criminosa.
Conforme a nota publicada nesta terça, a "Choquei" nega ter prestado serviços com finalidade "diversa daquela inerente à sua atividade econômica lícita, consistente em publicidade e marketing digital, nos termos da legislação".
Também foi dito pela defesa que, em relação às pessoas citadas na investigação, as relações profissionais existentes foram limitadas à prestação de serviços publicitários regularmente contratados e vinculados à divulgação de trabalhos artísticos, musicais e de atividades em influência digital.
"O Sr. Raphael jamais teve conhecimento de eventual intenção por parte de quaisquer dos investigados de utilizar as postagens realizadas pela página com o propósito de influenciar, mitigar e/ou abafar eventuais apurações ou crises perante autoridades policiais, inexistindo, portanto, qualquer ciência ou participação em finalidade diversa da estritamente publicitária", frisa o comunicado, assinado pelos advogados Frederico Ferreira Moreira de Assis e Pedro Paulo Guerra de Medeiros.
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Entenda o caso
O publicitário e empresário Raphael Sousa, dono da "Choquei", foi preso na última semana pela Polícia Federal, no contexto da Operação Narcofluxo.
A operação investiga um grupo que utilizava um sistema para ocultação e dissimulação de valores, incluindo operações financeiras de alto valor, transporte de numerário em espécie e transações com criptoativos.