10 anos da morte de Chorão: relembre fatos marcantes da trajetória do vocalista da Charlie Brown Jr
Cantor liderou a Charlie Brown Jr. até 2013, ano da morte, mas é citado até hoje como um dos grandes nomes do rock nacional
Os fãs de Chorão, o cantor Alexandre Magno Abrão, relembraram da importância do artista nesta segunda-feira (6), data em que completam dez anos da morte dele. Líder do grupo Charlie Brown Jr., Chorão marcou uma geração de admiradores do rock nacional e deixou o susto em todo o país com a partida em 2013.
Nas redes sociais, publicações citaram o legado deixado por ele na música, em meio a sucessos, polêmicas e a formação de uma figura marcante do rock nacional.
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Morte de Chorão
Ainda em 2013, o laudo do exame necroscópico concluiu que a morte de Chorão foi provocada por overdose de cocaína. Ele foi encontrado no próprio apartamento no dia 6 de março e amostras da droga foram encontradas no local.
O documento, concluído pelo Instituto Médico Legal, apontou resultado confirmando que foram encontradas no corpo de Chorão 4,714 microgramas de cocaína por mililitro de sangue, reforçando a conclusão de que o cantor faleceu por conta de "intoxicação exógena devido à cocainemia".
Além da overdose, Chorão apresentava miocárdio hipertrófico, responsável pelo aumento do tamanho do músculo do coração, coronarioesclerose grave, com bloqueio das artérias coronárias por gordura, nefroesclerose renal, com alteração no tecido do rim, edema cerebral e esteatose hepática, representando excesso de gordura no fígado.
Ex-mulher Graziela Gonçalves escreveu biografia
Já em 2018, cinco anos após a morte de Chorão, a viúva do artista, Graziela Gonçalves, lançou biografia relembrando a história do casal, citando também quais motivos o teriam levado a um quadro de depressão. O livro teve o título "Se não eu, quem vai fazer você feliz", em uma referência a um dos sucessos lançados pela banda do cantor.
"Nos últimos anos, a preocupação com o humor dele já tinha se tornado uma constante na minha vida. Apesar do retorno recente e bem-sucedido da formação antiga do Charlie Brown Jr. (depois de uma briga que se tornou pública), com uma agenda cheia de shows para cumprir, o estado de espírito dele era a insatisfação permanente", citou ela em um dos trechos da obra literária.
Em 2012, Alexandre, teria se frustrado por não poder realizar o sonho antigo de ser bombeiro, o que também teria contribuído para a decepção recorrente. Citando as tristezas ao lado dele, no entanto, Graziela também trouxe para o livro a história de amor do casal.
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Os dois decidiram não aumentar a família após um aborto espontâneo em 1997, quando ela chegou a ouvir do artista que não era o momento para que eles criassem um filho juntos.
Em outra parte do livro, Graziela também recordou o vício. "O vício trazia à tona seu lado mais sombrio. Ele ficava muito paranoico, tomado por pensamentos ruins o tempo todo (...) As crises eram tão intensas que ele sofria com surtos e mania de perseguição", completou.
Filho de Chorão
O único filho de Chorão, Alexandre Ferreira Lima Abrão, é fruto do relacionamento dele com Thais Lima, sua primeira companheira. Hoje, o rapaz é o responsável pelos direitos da marca Charlie Brown, mas luta com as dívidas deixadas pelo pai.
Em entrevista ao g1, concedida em 2021, ele revelou a dedicação constante ao legado deixado por Chorão, mesmo em meio aos embates com os demais integrantes do Charlie Brown.
"O Charlie Brown não era o trabalho do meu pai, era a vida dele. Dando continuidade ao legado dele, continua a história dele também. A banda em si acabou em 2013, mas o legado é eterno. Quanto mais eu trabalhar e levar o Charlie Brown de volta, mais tempo meu pai vai ser lembrado", disse.
Briga com Marcelo Camelo em Fortaleza
Uma das passagens mais icônicas da banda liderada por Chorão em Fortaleza foi além da música. Em solo cearense, ele foi um dos protagonistas de uma confusão com o cantor Marcelo Camelo, vocalista do Los Hermanos.
O início da discussão teria ocorrido antes do ataque físico. Em uma entrevista, Camelo falou de propagandas feitas por outras bandas, o que teria sido visto como uma hipocrisia da parte de Chorão e dos colegas de grupo musical.
O que teria sido uma tentativa de conversa de Camelo para tentar esclarecer os fatos logo depois acabou mesmo na delegacia. Chorão teria dado uma cabeçada no cantor, que foi socorrido por Rodrigo Amarante.